MULHERES EM CENA 4ª EDIÇÃO

O recorte desta edição abrange trabalhos artísticos de dança, teatro e performance, realizado por mulheres que explorem materiais autobiográficos e o depoimento como linguagem cênica. 

 

No atual contexto de distanciamento social, todas as apresentações serão captadas na nossa sede - Kasulo Espaço de Cultura e Arte - e transmitidas ao vivo pelo nosso canal no YOUTUBE

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA ABAIXO:

 TRANSMISSÃO DOS   TRABALHOS DA MOSTRA 
 

DE 29/10 - 01/11/2020
 

Dois trabalhos por dia, em diferentes horários: 
QUIN. E SEX.  às 20h  e às 21h

SÁB. E DOM. às 19h e às 20h

classificação etária: 16 anos
 

Pelo canal da Cia. Fragmento:

  • YouTube

 BATE-PAPO COM AS ARTISTAS 
 

DIAS 02 E 03/11/2020

às 19h
id zoom: 860 8763 3817

QUINTA, 29/10

ÀS 20H

 

CABRA QUE LAMBE SAL

Letícia Bassit

Uma mulher com feições de cabra age e fala dentro de um apartamento sufocante. Não se sabe ao certo se fala consigo mesma, com um homem sem rosto ou seu filho de dois anos que ainda não aprendeu a falar. Tudo o que diz é da ordem do desejo, da pulsão, da falta, da ação. Ação como tentativa de retorno ao que é selvagem. Retorno ao seu próprio corpo enquanto ser desejante e desejada. Uma mulher que perdeu suas bordas desde que pariu e, enquanto fala, esforça-se para tê-las de volta. O que diz é denúncia, transe, alucinação, desejo, memória, revolta, testamento, manifesto. Sente saudade do mar. Do sal. Seu maior desejo é escalar montanhas inimagináveis e lamber o sal que a Terra oferece. Porém está imersa nos afazeres domésticos e no cuidado com o filho. Tem vontade de respirar o barulho da rua, mas o medo do vírus que mata todos que saem de casa a faz permanecer confinada. O tempo todo é engolida pela relação com seu filho e um homem sem rosto que bate nela diariamente. Será que em algum momento ela sairá daquele apartamento?

FICHA TÉCNICA:

Concepção, atuação e dramaturgia: Letícia Bassit

Direção: Nelson Baskerville 

ÀS 21H

 

NO BAILE

Lilian Martins

Inspirado no funk de rua e nos corpos femininos periféricos.

No Baile trás reflexões, lembranças, vivências, marcas de processos ligados a uma construção pessoal.

É a origem do morro entre os pés e o quadril.

Cardumes de pessoas, rastros, calos, passos, refúgio, histórias.

FICHA TÉCNICA:

Bailarina: Lilian Martins

SEXTA, 30/10

ÀS 20H

 

A CONQUISTA DE MIRANDA (abertura de processo)

Tati Caltabiano e Petit Comitê

Criado a partir da experiência da atriz Tatiana Caltabiano de parir de forma natural e domiciliar, o espetáculo "A Conquista de Miranda” apresenta uma crítica à sociedade patriarcal ao trazer à tona o tema das violências obstétricas. Em diálogo com a linguagem da performance a encenação flui entre o transe de um trabalho de parto e as reflexões sobre os modos de parir. A partir de uma coreografia que revela a potência do corpo feminino no prazer e na dor do parto, a atriz elabora de forma poética essa experiência.

FICHA TÉCNICA:

Criação, dramaturgia, direção e atuação: Tatiana Caltabiano

ÀS 21H

 

RisKo

Morgana Apuama

Por um trajeto de luz, uma mulher negra revive memórias de seus afetos pela cidade e, em meio a este percurso, prossegue (re) descobrindo maneiras de (re) desenhar escolhas. Para dialogar com este novo cenário, ela persiste transitando entre o claro e o escuro, arriscando-se em novas possibilidades. Construindo a seu tempo e sua maneira novas formas e desenhos em sua corporeidade.

*Unindo a dança e a técnica de light-painting, RisKo busca apresentar a realidade da mulher negra com a vida, a rua e seus afetos. Criando assim um espaço único, misturando performance, luz, fotografia e audiovisual. 

FICHA TÉCNICA:

Concepção, Direção, Dança e Light-Painting: Morgana Apuama

Registros Fotográficos Light-Painting: Ilma Guideroli e Fábio Minagawa

Video-Projeção: Padre Art

Trilha Sonora: Tiago Amorim

Iluminação: Gabriella Russo

Operação de Luz: Aline Almeida

Imagens e Edição Vídeo-teaser: Macca

SÁBADO, 31/10

ÀS 19H

 

fragmentos performáticos do espetáculo RÉS 

Corpórea Companhia de Corpos

O espetáculo RÉS tem como temática principal o universo do encarceramento  feminino é a vulnerabilidade desse corpo no Brasil.  Diante deste contexto, o espetáculo propõe uma análise artística e poética,  através de uma produção em dança sobre as estatísticas que envolvem o sistema de encarceramento em massa.

FICHA TÉCNICA:

Concepção e direção: Verônica Santos 

Intérpretes - criadoras: Débora Marçal, Malu Avelar e Verônica Santos 

Participação no processo criativo: Dandara Gomes

Diretor e produtor musical: Melvin Santhana 

Produtor musical e técnico de áudio: Manassés Nóbrega 

Preparador do corpo cênico: William Simplício 

Provocadores: Dina Alves e William Simplício 

Design de luz e operação: Danielle Meireles

Criação de figurino: Débora Marçal e Wellington Adélia 

Vídeo - performance: Noelia Nájera 

Projeto gráfico: Noelia Nájera 

Edição e criação  audiovisual: Noelia Nájera 

Fotos: Gal Oppido/ Noelia Nájera 

Produção Executiva: UTPA

ÀS 20H

 

Todos Te Amam Até Você Se Assumir Preta

Coletiva 3 de Nós

Entre a baixada fluminense e a Zona Sul do Rio de Janeiro, a performer Jessica Madona passa a limpo as suas relações interpessoais, quando encara o processo de reconhecimento de sua pretitude.

FICHA TÉCNICA:

Argumento, realização e performer : Jessica Madona

Direção: Savina João

Preparação Corporal: Kamilla Neves

DOMINGO, 01/11

ÀS 19H

 

A ÚLTIMA MULHER DO MUNDO

Patrícia Noronha

A Última Mulher do Mundo é um exercício cênico que se iniciou em 2012 aproximadamente e está em constante mutação. É uma investigação cênica na fronteira entre a dança e o teatro, construída a partir da noção do vazio e do tempo suspenso. Há o relato de estupros sofridos pela protagonista que provoca o embaralhamento do que é real e do que é ficção. Há um cachorrinho que intensifica esse embaralhamento e o viés performativo da cena. Atualmente, o exercício dialoga imageticamente com este momento que vivemos de pandemia e de isolamento social.

FICHA TÉCNICA:

Pesquisa, concepção, figurino, espaço cênico, iluminação e direção: Patrícia Noronha

Performers: Patrícia Noronha e Nick of Spring (o cãozinho)

ÀS 20H

 

V A C A

Bruna Betito

VACA parte do universo das amantes - ou da condição das amantes ao longo da história: essa figura transgressora e indissociável ao casamento, condenada e sem direito de defesa. É a saga e peregrinação de uma mulher que está em constante busca pela identidade animal a qual foi destinada.

 

Nesse exato momento, em todos os cantos do mundo, alguém está traindo ou sendo traído, pensando em ter um caso, aconselhando alguém que está no meio de um ou completando o triângulo como amante secreto. O adultério existe desde que o casamento foi inventado. Ele é tão condenado que possui dois mandamentos na Bíblia: um por consumá-lo e outro só por pensar nele. Portanto, como devemos entender esse tabu consagrado pelo tempo? Universalmente proibido e universalmente praticado? Longe de ser uma defesa ao “amor ilícito”,tampouco quero condená-lo.

FICHA TÉCNICA:

Atuação, texto e direção: Bruna Betito

Dramaturgismo: Debora Rebecchi

Orientação cênica: Janaína Leite

Produção: Ana Zumas

BATE-PAPO COM AS ARTISTAS

SEG. 02/11

ÀS 19H

 

BATE-PAPO COM 

Letícia Bassit, Lilian Martins, Morgana Apuama e Tatiana Caltabiano

TER. 03/11

ÀS 19H

 

BATE-PAPO COM 

Verônica Santos, Jéssica Madona, Patrícia Noronha e Bruna Betito

ID ZOOM: 860 8763 3817

FICHA TÉCNICA "MULHERES EM CENA 4ª EDIÇÃO"
Curadoria: Vanessa Macedo, Letícia Mantovani, Maitê Molnar e Thainá Souza
Gravação: Diego Hazan
Operação de luz: Sandro Borelli
Operação de som e vídeo: Vinicius Francês
Design gráfico: Letícia Mantovani
Edição de vídeo / divulgação: Thainá Souza
Assessoria de imprensa: Elaine Calux
Produção Executiva: AnaCris Medina

>>Cia Fragmento de Dança

producaociafragmento@gmail.com

>>Kasulo Espaço de Cultura e Arte

R. Sousa Lima 300, Barra Funda 

São Paulo/SP | TEL: 11 3666-7238

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Lilian Martins