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Terça Aberta 54ª edição

  • 1 de jul.
  • 3 min de leitura

21/07/2026 19h


com Sebastian Santamaria, Coletivo Transtopia e Lorre Yégo Motta

Mediação:  Janaína Leite e Vanessa Macedo




La Caballota, capítulo 1: "O Nascimento"

Sebastian Santamaria


La Caballota, capítulo 1: “O Nascimento” é uma performance de dança contemporânea que marca a primeira aparição de uma criatura transespécie: La Caballota. Esta figura híbrida, entre o animal, o mítico e o humano, nasce em cena como um corpo que se recusa a obedecer às categorias impostas de gênero, espécie ou norma. Sua chegada é um ato de emergência corporal, de pulso vital e ruptura simbólica.


Transitante entre o masculino e o feminino, entre a dureza e a ternura, La Caballota encarna um exercício corporal de consentimento. A obra explora como um corpo pode afirmar seu desejo sem se violentar — e como a potência pode surgir da fragilidade. Essa tensão entre opostos — como coexistência — abre um território de exploração poética, política e sensorial.


Duração: 30 min

MINIBIO​

Artista do movimento, performer e educador mexicano residente em São Paulo e integrante da Cia Fragmento de Dança. Sua prática transita entre dança contemporânea, performance e criação autoral, investigando o corpo como território de transformação, identidade e expressão queer. É criador da performance La Caballota – Capítulo 1 “O Nascimento”, apresentada no México, Colômbia, Chile e Brasil. Atuou em companhias e projetos internacionais como Skandalisi Dance (México–Países Baixos) e Provincial Dances Theatre (Rússia), além de integrar o corpo de bailarinos da turnê internacional Autopoiética Tour da cantora chilena Mon Laferte (2024–2025). Paralelamente desenvolve oficinas e práticas pedagógicas focadas em improvisação e processos criativos no corpo em movimento.


Ynvólucro

Coletivo Transtopia 


Ynvólucro investiga processos de metamorfose do corpo dissidente a partir da figura do monstro, da travessia e do tornar-se. A obra constrói um percurso sensorial e simbólico que atravessa normativas de gênero, sexualidade e humanidade, propondo o corpo como território de constante mutação. Nessa recusa da lógica binária e normativa, afirmamos o direito de existir no entre, no indizível e no inacabado assumindo no gesto contínuo de transformação uma forma de resistência e criação de novos mundos possíveis.


Duração: 30 min

MINIBIO

Armr’Ore Erormray (1997) é performer e dançarino afroindígena de SP, bacharel em Artes Cênicas (USP). Atua desde 2016 em teatro e dança, com destaque para História do Olho, Vortex e Batucada. Pesquisa gênero, corpo, movimento e dissidências.


Um Homem Chamado Cavalo é o Meu Nome

Lorre Yégo Motta

Consiste no desenvolvimento de registros investigativos onde se questiona através da fabulação, possibilidades de uma transmasculinidade enquanto lugar exercível, performando o gênero como um compilado de mecanismos, tecnologia e adventos para a fragmentação ou composição de um ser. O regime da invisibilidade não faz jus ao homem cavalo, há exaustão na hipervisibilidade do corpo no mundo. Em sua coreografia, percorre a passos lentos trajetos em torno de uma pergunta: O que temeria uma entidade?


Duração: 15 min


MINIBIO

Transmasculino de Duque de Caxias e formado pela ETE de Teatro Martins Penna. Seu trabalho investiga as relações entre gênero, raça e território, com foco nas performatividades cognitivas e no corpo como instrumento de questionamento social. Ator, performer, mc, arte educador e produtor, o artista passa por espaços de residências e exposições por todo Brasil. A obra e pesquisa "Um Homem Chamado Cavalo é o Meu Nome" se desenvolve desde 2020, sendo vencedora do prêmio de incentivo na MAJ (SESC Ribeirão Preto, 2024). Destacam-se os espaços Centro Cultural Correios (Monolito, 2024), Galeria Vermelho, Espaço Escada, Pinacoteca do Ceará, Chão SLZ (VERBO, 2025) e Galpão Bela Maré (ELÃ, 2025). Em sua vasta trajetória no audiovisual, são notáveis os prêmios: Fipresci - Cannes, 2023 (Levante, de Lillah Halla) e Ensemble Cast - Sundance, 2022 (Uma Paciência Selvagem Me Trouxe Até Aqui, de Éri Sarmet).



"Este projeto foi contemplado pela 38° Edição  do Programa Municipal de Fomento à Dança para a cidade de São Paulo - SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA E ECONOMIA CRIATIVA".

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