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Terça Aberta 56ª edição

31 de ago.
3 min de leitura

Atualizado: 2 de set.

15/09/2026 19h


com Ana Clara Poltronieri e Cia Pássaro Presságio

Mediação:  Janaína Leite e Vanessa Macedo




Fera

Ana Clara Poltronieri


Fera é uma palestra-performance que atravessa os processos criativos de três obras da artista Ana Clara Poltronieri Borges: Frequências Dimensionais, Testa! e Amana, desenvolvidas após o feminicídio de sua irmã, Maria Glória Poltronieri Borges (Magó). Entre palavra e ação, o trabalho não busca explicar, mas expor e reativar os dispositivos que emergiram da criação artística atravessada pelo trauma.


Em cena, o corpo torna-se arquivo vivo, onde memória, ausência e imagens se inscrevem e se deslocam continuamente. A proposta se constrói a partir de um estado de liminaridade, um entre-lugar onde identidade, linguagem e forma permanecem em suspensão, instaurando uma experiência que tensiona os limites entre reflexão e acontecimento cênico.


Articulando dança, improvisação e pensamento crítico, Fera investiga como o trauma pode operar como força motriz para a criação, transformando o luto em gesto, presença e linguagem. A palestra performance com uma pitada de desmontagem, emerge como prática que revela as engrenagens do fazer artístico, evidenciando suas fraturas, repetições e zonas de indeterminação.


Ao mobilizar a memória como matéria viva, o trabalho propõe uma reflexão sensível e política sobre violência de gênero, memória e resistência, afirmando a arte como espaço de elaboração, deslocamento e permanência.


Duração: 30 min

MINIBIO​

Ana Clara Poltronieri é bailarina, coreógrafa e educadora somática. Desenvolve sua pesquisa com fundamentos do improviso cênico entre dança e teatro. Graduada em Artes Cênicas pela Universidade Estadual de Maringá - PR e especialista em Técnica Klauss Vianna pela Pontifícia Universidade Católica - PUC-SP.  Mestranda no programa de pós graduação em artes da Cena da Unicamp e Bolsista CAPES. Formada em dança pela escola técnica Art factory International no programa Dance Start Up IV - sob direção de Brigel Gjokas em Bolonha - Itália. E no percurso MoDem coletivo jovem da companhia Zappalà Danza - Sicilia - Itália - com direção de Roberto Zappalà.


Ocupará 

Cia Pássaro de Presságio


Enterrada, uma mulher renasce. Debaixo da terra, a ex-morta começa a respirar e, como um bebê, aprende a ficar de pé. Desde o seu renascimento, uma chuva de cera cai sobre seu corpo; a restrição a molda, a torna menina. Mas o desejo não se deixa domesticar. Pela feiura e pelo prazer, novos caminhos se abrem.

Natália Karam retoma esta obra que nasceu em 2018 como um curto solo, criado a partir de situações de abuso sexual vividas por ela e por amigas, numa tentativa de entender por que não haviam reconhecido o perigo, e fugido enquanto havia tempo. A obra coloca esse debate no campo da linguagem cênica, compartilhando e ritualizando todo um percurso. A obra está em processo de recriação e continuação, e retomá-la após sete anos significa buscar um novo final. 


Duração: 30 min

MINIBIO

Nascida em Porto Alegre em 1992, Natália Karam é artista e pesquisadora nas artes performativas. Graduada com excelência em Teatro Físico pela Accademia Teatro Dimitri (SUPSI), na Suíça, com bolsa da Fundação Pierino Ambrosoli, é também mestra em Artes Cênicas pela Universidade de São Paulo (USP). Integra a Cia GRUA e é co-fundadora da Cia Pássaro de Presságio, onde atua como diretora artística, performer-criadora, dramaturga e guia de práticas de treino. Integra também o LAPETT – Laboratório de Pesquisa e Estudos em Tanz Theatralidades (USP) e circula com os espetáculos "O mar não me obedece", da Cia Pássaro de Presságio (indicado ao Prêmio APCA de Melhor Elenco de Dança), "Retorno em Si", do GRUA, e "4 de Amores e Sombras", do LAPETT, reunindo mais de 30 produções como bailarina, atriz e performer.


Fundada no início de 2020 por Natália Karam e Leonardo Villa na Cidade do México, a Cia Pássaro de Presságio dedica-se à pesquisa e criação nas artes performativas, explorando dança, teatro físico e performance. Seu trabalho é marcado pela exploração do risco real, buscando atravessar o corpo do público, unindo visceralidade, sensibilidade, delicadeza e força nas suas criações.a Original.




"Este projeto foi contemplado pela 38° Edição  do Programa Municipal de Fomento à Dança para a cidade de São Paulo - SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA E ECONOMIA CRIATIVA".

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