PROGRAMAÇÃO
TERÇA ABERTA 2022

Fugaz - Rubia Braga
Fugaz - Rubia Braga

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Epístola - Juarez Moniz
Epístola - Juarez Moniz

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Reforma - Ricardo Aparecido Silva
Reforma - Ricardo Aparecido Silva

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 MAIO 

DIA 24/05 - 19H

TERÇA ABERTA CONVIDA: 

Juarez Moniz, Ricardo Aparecido Silva e Rubia Braga

Kasulo Espaço de Arte

R. Souza Lima, 300 - Barra Funda

ingressos gratuitos

MEDIAÇÃO:  Janaína Leite e Vanessa Macedo

Epístola -  Juarez Moniz

Epístola é uma carta aberta coreográfica. Um protesto poético, que reflete acerca das formas de opressão fascista que o Brasil foi afundado desde o golpe de 2016. Esta pesquisa nasce da indignação causada pela censura explícita às obras de arte e aos artistas brasileiros.

duração: 20 min

MINIBIO

Juarez Moniz, 35 anos. Artista da dança, natural da cidade de Natal/RN, residente em São Paulo/SP. Compôs o elenco da Cia de Dança do Teatro Alberto Maranhão, sob direção de Wanie Rose, de 2007 a 2021. Participou e compôs o elenco de dois processos coreográficos com o Clébio Oliveira (Rio Cor de Rosa – 2010 e Inverno dos Cavalos – 2017) e de uma remontagem do trabalho coreográfico, Tia Robenize – 2014. Participou de montagens coreográficas com nomes como: Edson Claro, Mário Nascimento, Clébio Oliveira, Airton Tenório, Marcelo Pereira, Carla Martins, Cosme Gregory, Sávio de Luna. Desenvolveu trabalhos coreográficos, como: Eu, Vós e Ele (2010), Gonzagando (2012), O Quebra-Nozes versão contemporânea (2013), Carmina Burana (2014), Andara (2016). Graduado em Dança pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN (2013) e Mestre em Artes Cênicas pelo Programa de Pós Graduação em Artes Cênicas da UFRN (2016), sob orientação da Professora Doutora Patrícia Garcia Leal. Desenvolveu pesquisa na área da dança com o título, “O Artista-Docente: a lentidão como escolha processual em dança”, pesquisando a zona espaço-temporal do entre e a potência cênica da pausa. Foi Professor Substituto do Curso de Graduação em Dança da UFRN (2015.2), ministrando os componentes: Corpo e Espaço, Conscientização Corporal e Laboratório de Composição Coreográfica. Foi Professor Temporário da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN, atuando no projeto de extensão em artes, EdUCA – Escola de Extensão da UERN Natal. Como artista independente iniciou o processo de pesquisa do seu primeiro trabalho solo em 2018, intitulado “Epístola”. A vídeodança deste processo inicial foi contemplada na Muestra de Vídeo Manifesto, em 2019 na Colômbia. Após uma pausa, retomou a pesquisa em 2021. Foi contemplado pelo Edital Glorinha Oliveiro, Lei Aldir Blanc, para a produção de um documentário acerca de sua vida artística (2022). Atualmente é professor no Ballet Paraisópolis (SP).

Reforma - Ricardo Aparecido Silva

Num espaço vazio, um corpo pontua gestos e camadas de movimento num processo de mudanças e descontinuidades. O ambiente ganha contornos de montagem e desmontagem sugerindo a atmosfera de uma instalação reconfigurando caminhos e assuntos corporais. Novas perspectivas e pontos de vista se abrem na relação do mover e do falar em que a linha dramatúrgica estabelece como força da composição o acaso, o momento e o jogo.

duração: 20 min

MINIBIO

Intérprete-criador, coreógrafo, capoeirista, co-fundador da Cia ID´Artê e do espaço cultural Burkadaguti. Graduando Pedagogia, trabalha como professor de Capoeira Angola para adultos, jovens e crianças. Integrante do Núcleo Improvisação em Contato. Ministrou a oficina da Técnica à Poética, onde mescla seus estudos sobre a Capoeira Angola e a Dança Contemporânea, no Chile e em São Paulo. Integrou o Teatro Dodecafônico onde pesquisa performances e intervenções do corpo na cidade.

Fugaz (ou sobre aquilo que me escapa) 

- Rubia Braga

Fugaz (ou sobre aquilo que me escapa) é um trabalho em processo que investiga o corpo em movimento como um eterno contínuo a engendrar uma dança sempre inacabada, sempre em curso, provisória. Coreografias fraturadas forjando uma sucessão emaranhada e labiríntica. Cortes e rupturas. Desacontecimentos. Fendas na consciência onde a verdade é essa coisa que me escapa.

duração: 20 min

MINIBIO

Artista da dança.  No seu fazer artístico, busca explorar um corpo crítico, que tem no movimento um caminho de autonomia e emancipação. Bacharel em Comunicação das Artes do Corpo pela PUC-SP. Criou os solos de dança Zona Provisória e Frestas. Há cerca de dez anos integra o núcleo Vera Sala como bailarina convidada, colaborando na pesquisa e criação de diversos trabalhos.

Este projeto foi realizado com o apoio do Programa Municipal de Fomento à Dança para a cidade de São Paulo - Secretaria Municipal de Cultura.

ECO, OCO PRESO NO PEITO - Maria Emília Gomes
ECO, OCO PRESO NO PEITO - Maria Emília Gomes

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In memorian - Andre Tedesco
In memorian - Andre Tedesco

Foto de João Pedro Ribeiro

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Bocuda - Nina Giovelli
Bocuda - Nina Giovelli

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ingressos gratuitos

 ABRIL 

DIA 26/04 - 19H

TERÇA ABERTA CONVIDA:  Andrea Tedesco, Maria Emília Gomes e Nina Giovelli

Kasulo Espaço de Arte

R. Souza Lima, 300 - Barra Funda

MEDIAÇÃO:  Janaína Leite e Vanessa Macedo

In memorian -  Andrea Tedesco

“Como viver com os mortos, como viver com os animais?” A performance In Memorian parte destas perguntas que Preciado faz em “O Feminismo não é um Humanismo”, para experimentar jogos, leituras e cenas que se constroem e se dissolvem explorando a fragilidade e o fracasso como forma, lançando um olhar para modos de opressão que se relacionam e que têm em sua origem o binômio hierarquizado homem/animal. Somente uma parte do vídeo anexado integra a performance, não é um vídeo da performance.

duração: 20 min

MINIBIO

Atriz e arte-educadora. Desde 2019 desenvolve pesquisa na área da performance sobre especismo, estudo que, no ano de 2021, desenvolveu dentro do Grupo de Práticas Performativas do Cuidado com coordenação de Tania Alice, UNIRIO. Desde 2013 é colaboradora em intervenções e peças do OPOVOEMPÉ. Em 2020, fez a performance solo de sua autoria, Te Extraño!

ECO, OCO PRESO NO PEITO - Maria Emília Gomes

“Tenho um eco, oco preso no peito!” Eco que vibra as vísceras, grito encapsulado, oco vazio que não se escuta. Sou corpa ‘sem lugar’, presença em meio a tantas ausências. “Não me reconheço ‘aqui’, não pertenço?” Erguer a voz é dançar pelas frestas, ato necessário na pesquisa em processo, na qual, arte e vida estão intimamente ligadas. Pés na terra, erguer-se, seguir de pé...explodir o peito. Corpa que dança grito e manifesto, ritualiza a presença da mulher preta cujo corpo em performance ecoa, vibra, pulsa e ritualiza o instante. Eco, oco preso no peito move aquilo que tem consumido por dentro e que, no hoje, dói.

duração: 19 min

MINIBIO

MULHERPRETAcisbissexualArtista da Dança. Filha da ‘Dona Julita’ e do ‘Preto da Marieta'. Cria das rodas de capoeira e das brincadeiras de rua, começou sua formação em dança na cidade de Ouro Preto-MG e se profissionalizou como bailarina interprete pelo Balé Jovem do Palácio das Artes e como interprete-criadora pela Escola Superior de Dança do Instituto Politécnico de Lisboa. É Licenciada em Dança pela UFMG e em Estudos Gerais: Artes e Culturas Comparadas pela Universidade de Lisboa. Atuou como bailarina da Companhia Municipal de Dança de Porto Alegre/RS, bailarina-interprete-criadora do coletivo Mimese Cia de Dança Coisa, professora de Dança no Projeto Escola Preparatória de Dança – EDP da Prefeitura Municipal de Porto Alegre/RS e assistente de ensaio da Cia Jovem de Dança/RS.

Também atuou como professora curso Técnico de Dança no Programa Mediotec em São Caetano do Sul (SP) - FASCS e, atualmente, está professora nos cursos Prática de Dança e Agente Cultural no

programa FIC/FASCS. Atualmente está mestranda em Artes da Cena na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e pesquisa Práticas Pedagógicas Decoloniais e Antirracistas na Formação do Artista da Dança. Emília é interprete criadora e produtora na T.F. Style Cia deDança/SP e desde 2019 atua como professora e coordenadora artística no projeto piloto Ayodele Balé, escola de formação em dança para crianças negras e não negras de baixa renda na cidade de São Paulo.

Bocuda - Nina Giovelli

Bocuda é um programa performativo para falar primeiro e pensar depois, é ativação e  também partilha de imaginários, uma tentativa de alimentar a ficção com questões reais; um pouco de passado, um pouco de futuro, uma composição entre realidade palpável, memórias e imaginação. Na performance a voz engaja o corpo e busca vibrar o espaço e os outros corpos; a dança é um sistema bruto de comunicação; há engajamento emocional e há uma busca de criar um espaço empático onde caibam questionamentos e pensamentos de mundo. Um concerto, uma fala muda, uma palestra, um encontro para pensar junto e ativar possibilidades, uma proposta para organizar-se de uma outra forma em uma outra lógica.

duração: 30 min

MINIBIO

Artista independente e educadora, pesquisa corpo e movimento tecendo conexões entre o sensorial, o motor e os imaginários do corpo. Graduada em Dança pela Unicamp, formada no Núcleo Experimental de Artes Cênicas do SESI/SP e atualmente em processo de formação na técnica de educação somática Body Mind Movement. Participou do intensivo de formação e criação nos estudos do corpo e do movimento no Centro em Movimento e fez parte do Programa Avançado de Criação nas Artes Performativas do Fórum Dança; ambos em Lisboa/PT. Atualmente buscando voos solo, agindo em colaboração na pesquisa de outros artistas e buscando ativar a criação de contextos-laboratórios-aulas para a pesquisa coletiva de corpo, movimento, percepção e política.

Este projeto foi realizado com o apoio do Programa Municipal de Fomento à Dança para a cidade de São Paulo - Secretaria Municipal de Cultura.

Renan Marcondes
Renan Marcondes

Felipe Perazzolo

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Ultra Martini
Ultra Martini

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Raimundo Renan
Raimundo Renan

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ingressos gratuitos

 MARÇO 

DIA 29/03 - 19H

TERÇA ABERTA CONVIDA:  Ultra Martini, Raimundo Renan e Renan Marcondes

Kasulo Espaço de Arte

R. Souza Lima, 300 - Barra Funda

MEDIAÇÃO:  Janaína Leite e Vanessa Macedo

Ab-reação -  Ultra Martini

Ab-reação significa expurgação, libertação de sentimentos reprimidos, limpeza, depuração de traumas. Com o formato quase show, quase performance, quase teatro, Ultra se joga no universo do exagero adolescente, da imaturidade, do tragicômico para levantar questões sobre amor,rejeição e maternidade.

duração: 30 min

MINIBIO

Ultra Martini é formade em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília. É ator, diretora, humorista e compositora. Duas vezes ganhadora do prêmio de melhor atriz no festival FESTU (Festival de Teatro Universitário do Rio de Janeiro), Além de ter sido indicada três vezes consecutivas ao prêmio Sesc de Melhor Atriz, com “Entre-quartos”(2016), “Copo de Leite” (2017) e “Stanisloves-me” (2018). Fez direção Musical do espetáculo “Decadenta” (2016) - Dirigido por Felícia Johansson. Fez assistência de direção e trabalhou como ator no espetáculo “estrada sem mapa” (2019) direção Silvero Pereira, realizado pelo Espaço Cultural Renato Russo.

Carne crua - Raimundo Renan

O trabalho com os atores nus e o ator dançando Justify my love ( Madonna) em cima de uma mesa, enquanto a atriz desenha em suas nádegas. Em seguida ela introduz uma vela no anus do ator, acende e convida a platéia a cantarem juntos os parabéns do "viado". Este ganha ovos da atriz, os osvos estão recheados de um pó colorido, que serão entregues à platéia, A mesma será convidada a acertar o ator enquanto este estiver de quatro fugindo das ovadas que ao explodirem liberam pó colorido. logo após ele limpa
toda a sujeira com o próprio corpo ao som de Antony e the Johnsons na canção "For today i am a boy."

duração: 16 min

MINIBIO

Eu quero correr nua em em uma tempestade, não tenho medo de quem você é! Pobre é o homem cujo prazer depende da permissão dos outros (Madonna) .

É pra isso que nos despimos e questionamos os paradigmas que a sociedade impõe em nós LGBTQIA+ . Somos livres, podemos voar! Até onde vai o seu amor por mim? Consegue enxergar além da carne? São com essas provocações que os performances Marina Bragion e Raimundo Renan trazem na performance carne crua. Um trabalho que teve como elemento base o "Manifesto contrassexual : Práticas subversivas de identidade
sexual". Atire o primeiro ovo quem não tiver pecado!

Odiar os artistas:ensaio 3 - Renan Marcondes

"Odiar os artistas" é um texto em formato de reza, coro ou mantra que Renan escreve e experimenta desde 2019. Busca condensar nele o ódio que artistas recebem, mas também o ódio que sentem (ou são forçados a sentir). Por ser um trabalho sem
financiamento, estão sendo realizados pequenos ensaios pontuais em vídeo ou performance, tendo o texto como base. Para esse terceiro ensaio a partir de um fragmento do texto, o artista usa pequenas flanelas para limpar o espaço e, se possível, o público, tornando o trabalho repetitivo e o acúmulo de sujeira os principais elementos visuais.

duração: 20 min

 

MINIBIO

Renan Marcondes é artista e pesquisador representado pela OMA galeria. Doutor em Artes pela ECA USP com pesquisa sobre performatividade e ausência. Seu trabalho artístico, situado entre as artes cênicas e visuais, toca em situações de passividade, inércia e impotência do corpo. Diretor e fundador do Pérfida Iguana. +infos:renanmarcondes.com   perfidaiguana.com

Este projeto foi realizado com o apoio do Programa Municipal de Fomento à Dança para a cidade de São Paulo - Secretaria Municipal de Cultura.