PROGRAMAÇÃO

TERÇA ABERTA 2021

ADIADO

Em breve mais informações

TERÇA ABERTA CONVIDA RAFA BARZAGLI, RODRIGO ALCÂNTARA E SOFIA MARUCI
 

Segunda edição de 2021, reúne artistas para compartilharem suas experiências artísticas e trajetórias de pesquisas - captadas no Kasulo Espaço de Cultura e Arte e transmitidas ao vivo pelo INSTAGRAM da Cia. A mediação do evento será feita por Janaína Leite e Vanessa Macedo.

Eco chegou na festa e trouxe a Breja - Rafa Barzagli

Eco: Ninfa, mulher, com o dom do diálogo, amaldiçoada por falar demais. Para todo o sempre, seria sua a última palavra... palavra... avra... ... Dedico essa apresentação à Eco, que ao tentar sair da caverna, não foi ouvida pelo macho narcísico. Na onírica impossibilidade relacional, vaticinada por toda uma sorte de acontecimentos e ancestralidades. Eco é conclamada a participar, sob tons ebriamente dionisíacos, de um encontro utópico através do ...presente, do passado expresso na vontade com T maiúsculo e uma ode a potência de cigarra. Entre a ditadura da imagem de Narciso e a do som de Eco, imperativo das telas e caixas de som, nos reconhecemos à distância por meio da festa de corpos dançantes. Em isolamento, quase desistindo, talvez consigamos ter instantes fugazes e potentes de felicidade, em uma (não)dança virtual. Viva a quem jogou a pedra hoje e acertou ontem!

 

MINIBIO

Bacharel em dança pela UNICAMP, desde março de 2012. Atuou como Dançarino em cia's independentes de Dança Contemporânea e Teatro. Desde o final de 2017 é coordenador do grupo de Dança do CCA/PROEXT da PUC-Campinas, onde também atua como corégrafo. Faz parte do Grupo MEANDROS, vinculado a extensão da FEF-UNICAMP. Aluno de mestrado em curso desde 2021 e pertencente ao grupo de pesquisa GPFEM/FEF-UNICAMP, desde abril de 2018.

D.U.C.A- Diário de um certo Artísta - Rodrigo Alcântara

O Diário de Um Certo Artista (DUCA), espetáculo idealizado e interpretado por Rodrigo Alcântara teve sua estreia em 2019 e estava em cartaz no Espaço Cultural Adebankê até o início da quarentena no ano de 2020 - se este trabalho já retratava os desafios do fazer artístico periferico antes, em meio a uma pandemia é que esses limites foram testados.

O que encontramos dentro de um diário? Relatos dos nossos dias, das nossas dores, das alegrias, os tombos e os acolhimentos, os caminhos e os encontros.

Este espetáculo é uma adaptação do Diário de Um Certo Artista num formato de encontro entre o antigo e o novo normal.

MINIBIO

Rodrigo Alcântara iniciou suas atividades artísticas na periferia da cidade de São Paulo através do Teatro Vocacional e Dança Vocacional. Bacharel em Design de Interiores pela FMU e Cenografia e Figurino pela SP Escola de Teatro, Rodrigo atua enquanto trabalhador da área da cultura e colaborador das causas socioculturais. Filho do Espaço Cultural Adebankê onde estreou o espetáculo de dança  “D.U.C.A - Diário de um certo artista", o artista pertencente à comunidade LGBTQIA+ se define em três adjetivos que são seus eixos de sobrevivência e resistência “Bixa, dançante e Periférica”.

MONSTRO - Sofia Maruci

Uma atriz se move pelo espaço tendo como companhia imagens de cenas de filmes de horror. A partir da réplica de gestos, expressões e movimentos dessas cenas, cria-se um léxico gestual, espécie de “vocabulário do horror”, a partir do qual a atriz compõe seu próprio mover-se em cena. Alternando entre a figura do monstro e das personagens femininas representadas nesses filmes, seu corpo se movimenta e, dessa forma, como que choca esses dois pólos típicos da representação horrorífica – o da bela e o da fera. Desse encontro nasce um corpo híbrido, que muito mais do que buscar respostas, parece propor perguntas diante de tal dualidade.

 

MINIBIO

Sofia Maruci é atriz formada em Artes Cênicas pela ECA – USP. Integrou o Núcleo Experimental de Artes Cênicas do SESI-SP e atua desde 2017 no Coletivo Karenin, grupo teatral contemplado pelo Proac Primeiras Obras em 2018. Realizou oficinas com Janaina Leite e Carolina Bianchi, além do curso “Trajetória do Horror no Cinema Brasileiro”, com Carlos Primati, curador da Mostra MacaBRO. Em 2020, foi contemplada pelo Proac Expresso Lab 42 com o projeto "Monstruoso", que propõe a realização de uma palestra online sobre as estruturas do horror entremeada por cenas clássicas do gênero, mimetizadas pela própria atriz.

Esta atividade foi realizada com apoio da lei Aldir Blanc.

DIA 09/02

19H

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TERÇA ABERTA CONVIDA BIA REZENDE, JONATAN VASCONCELOS E PEDRO ATHIÉ
 

Primeira edição de 2021, reúne artistas para compartilharem suas experiências artísticas e trajetórias de pesquisas - captadas no Kasulo Espaço de Cultura e Arte e transmitidas ao vivo pelo INSTAGRAM da Cia. A mediação do evento será feita por Janaína Leite e Vanessa Macedo.

Confira o post no blog sobre essa edição AQUI

Preta demais pra ser branca, branca demais pra ser preta - Bia Rezende

O projeto de embranquecimento da população não é novidade. As insistentes e intencionais de apagamento da negritude vem, com o passar do tempo, se reformulando, porém continuam forçar conceitos como o mito da democracia racial usando a mestiçagem como subterfúgio. Em 1901, João Batista afirmou que em 100 anos não haveriam mais negros no Brasil. Resistimos. Continuamos a existir. Somos o país fora do continente africano com maior quantidade de negros. Porém hoje vivemos ainda sequelas, até mesmo feridas abertas, por consequência das incansáveis tentativas de apagamento dos corpos negros no país. A falta de alto conhecimento, o sentimento de não pertencimento, acompanham muitas pessoas negras, mas é preciso olhar pra si. Cresci ouvindo que eu era “preta demais pra ser branca e branca demais pra ser preta, mas como diz Victoria Santa Cruz, um dia “me gritaram: Negra! E eu respondi!”.

 

MINIBIO

Assistente Social e Pós-Graduanda em Psicologia Social e Antropologia, Bailarina, professora e coreógrafa, atuante das danças urbanas e contemporânea há 13 anos, e profissionalmente há 7. Com experiência como bailarina nos Estados Unidos, Tanzânia, Zâmbia e África do Sul em tour com o coletivo GX International, professora de aulas regulares há 7 anos e coreógrafa de projetos sociais.

Impulsos Instáveis - Jonatan Vasconcelos

"Impulsos Instáveis" é um processo de pesquisa solo, na qual o intérprete busca entender os dispositivos que impulsionam o seu mover. Seja um mover intuitivo que expurga em resposta de tudo que o afeta, aflige, provoca, revolta... Ou um mover em projeção ao processo de construção do seu eu, ao perceber a sua individualidade, potencialidades, e modos de ver e agir no mundo. Refletir sobre a sua masculinidade ao se desvincilhar de um cultura machista condicionada pelo patriarcado, e por fim, buscar novas possibilidades de se reinventar, resistir e reexistir.

MINIBIO

Jonatan Vasconcelos, 24 anos. Artista da dança contemporânea com influências em danças urbanas, intérprete criador-bailarino, educador, e instrutor de yoga. Iniciou seu desenvolvimento artística em 2013, no Programa Vocacional. Se formou em dança pelo Projeto Núcleo Luz-Ciclo II (2016-2018). E em Yoga pela Associação de yoga Ananda Marga (Jan 2020). Atualmente segue se especializando no curso de Terra Vinyasa Flow Yoga (08/20 - 04/21). Como intérprete bailarino integra a Jorge Garcia Companhia de Dança, Grua-Gentlemen de Rua, e Cia Diversidança. Já como intérprete criador, faz parte da direção coletiva do Núcleo Disparador que se formou a partir do Trabalho de Conclusão de Curso do Núcleo Luz Ciclo II.

 

Ação para desembrutecer: A Língua é um Mapa Imenso - Pedro Athié

Paul B. Preciado marca: o sujeito fabricado pela pandemia no "tecnopatriarcado" neoliberal é um sujeito sem mãos e sem pele. Este corpo busca se atualizar nesse trabalho, imaginando uma instalação, em meio à multidão. Ao mesmo tempo em que, obsessivamente, organiza um atentado ao sujeito “embrutecido". O performer se revela no entre tentativas, a partir de uma confissão, e também do metal, da saliva, e do fracasso. Salivar um trajeto e beirar a presença como se beira o precipício.

 

MINIBIO

Pedro Athié, SP É performer e artista visual. Trabalha entre os campos do vídeo, da performance e da dança. Formado em Cinema pela FAAP (2016). Técnico em artes cênicas e especialização em “Corpo: Performance, Dança e Teatro”, pela Escola de Artes Célia Helena (SP). É artista colaborador do Núcleo Cinematográfico de Dança (SP) e Teatro da Matilha (SP) e criador-gerador da ocupação artística de rua "Tesãozinho Inicial" desde 2016.

Esta atividade foi realizada com apoio da lei Aldir Blanc.

>>Cia Fragmento de Dança

producaociafragmento@gmail.com

>>Kasulo Espaço de Cultura e Arte

R. Sousa Lima 300, Barra Funda 

São Paulo/SP | TEL: 11 3666-7238

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Terça Aberta 2021

Arte de Gustavo