Mulheres em Cena 10ª edição
Atualizado: há 23 minutos
16 a 19/09 — São Paulo/SP, Brasil
Centro de Referência da Dança
Baixos do Viaduto do Chá
21 a 23/09 — Cholula/Puebla, México
UDLAP, Universidad de las Américas Puebla
Ex Hacienda Santa Catarina Mártir S/N
25 a 27/09 — Mérida/Yucatán, México
Centro Cultural La Ibérica
Calle 37, 526, Colônia García Ginerés
UNAY, Universidad de las Artes de Yucatán
Calle 55 número 435, Centro
CRD
Quarta-feira, 16/09

APRESENTAÇÃO — 18h, Sala Cênica
ECO, OCO PRESO NO PEITO
Maria Emília Gomes (São Paulo)
“ECO, OCO PRESO NO PEITO” se manifesta na cena como urgência de presentificar movências e fazer ecoar gritos coletivos preso no peito de uma mulherpretartista. Gritos OCOs, abafados pelas colonialidades fundantes, estruturantes e replicantes. É esperado [expectativas brancas] que dancemos nossas dores coloniais ou que “bailemos” as ditas “coisas de preta”: "Meus ancestrais todos foram vendidos deve ser por isso que meu som [minha dança] vende" *. Vivenciando tantas violências, como dançar apenas? ECO, OCO PRESO NO PEITO é erguer voz-corpo, é encontro e confronto. Pés na terra, erguer-se, seguir de pé... explodir o peito. Este solo de dança é manifesto, ritualiza a presença da mulher preta cujo corpo em performance ecoa, vibra, pulsa e ritualiza o instante. Eco, oco preso no peito move aquilo que tem consumido por dentro e que, no hoje, ainda dói.
Duração: 30 minutos | Classificação: 14 anos
FICHA TÉCNICA:
Concepção e interpretação: Maria Emília Gomes
Percussão: Maicou Yuri
Iluminação: Dida Genofre

APRESENTAÇÃO — 18h30, Sala Plural
Torta de Creme
Anja (São Paulo)
Um carro cuba de metal em seu centro. Uma substância leitosa e esbranquiçada preenchendo o fundo. Plástico filme selando as bordas. Um corpo. Um corpo feminino com os seios à mostra. Um corpo feminino vestindo apenas uma calcinha fio dental vermelha. Um líquido. Um líquido viscoso branco. Um líquido viscoso branco que escorre no corpo. Sufocar. Um corpo feminino vestindo uma calcinha fio dental vermelha com os seios à mostra submerso em um líquido viscoso branco sufoca em um carro cuba de ferro selada em plástico filme. Um corpo feminino vestindo uma calcinha fio dental vermelha com os seios à mostra submerso em um líquido viscoso branco sufoca em um carro cuba de ferro selada em plástico filme por 20 minutos. Silêncio. Engasgo. Tosse. Respiração pesada. O público olha de cima. Voyeur? Torta de Creme.
Duração: 20 min | Classificação: 18 anos
FICHA TÉCNICA:
ANJA

APRESENTAÇÃO — 19h, Sala Cênica
Se Eu não fosse Eu
Cia Fragmento de Dança (São Paulo)
Como seríamos se pudéssemos inventar um outro Eu? Um Eu que nos faz livres por algum momento. Que celebra a vida que não se tem. Que deseja o que desconhece. Que desconfia de todas as certezas que se tinha e coloca o tempo em suspensão. Há quatro anos, temos desenvolvido oficinas artísticas em casas de acolhidas e outras instituições que enfrentam desafios dos mais variados. Em comum, em todos esses espaços, encontramos pessoas que desejam ser vistas e ouvidas. Nasceu o projeto SOPRO e, com ele, o nosso desejo de encontrar o humano, onde a existência muitas vezes é negada nos seus direitos mais básicos.
Duração: 60 min | Classificação: 14 anos
FICHA TÉCNICA
Direção: Vanessa Macedo
Elenco: Diego Hazan, Esmeralda, Fátima Alves, Flávia Teraoka, Gabriela Ramos, Gracinha, Leticia Almeida, Maitê Molnar, Maria Reis, , Nice Dias, Prudy Oliveira, Rosimeirey Pinheiro, Sebastian Santamaria e Sônia Alcântara.
Assistência de direção e coreografia: Maitê Molnar
Assistente de coreografia: Diego Hazan
Iluminação: Sandro Borelli
Figurinos, adereços, cenografia, músicas e vídeos: Cia Fragmento de Dança
Operação de vídeo projeção: Lana Scott
Direção de Produção: Luciana Venancio
Designer gráfico: Leticia Mantovani
Assessoria de imprensa: Pombo Correio

20h, Hall
Coquetel de Abertura
Quinta-feira, 17/09

OFICINA — 14h às 15h30, Sala de ensaio
Pedagogias da dança e pedagogias feministas: tensionamentos e entrelaçamentos
Maria Emília Gomes
Em 2022, as artistas pesquisadoras Maria Emília Gomes e a Profa. Dra. Raquel Pires, publicaram um artigo intitulado: “O que a Pedagogia Feminista Pode Ensinar para a Pedagogia da Dança? tensionamentos e entrelaçamentos.” Para este encontro, na 10° Edição da Mostra Mulheres em Cena, Maria Emília convida outras corpas para um encontro de partilha e cuidado entre mulheres cis e trans, para mobilizar na prática tensionamentos e entrelaçamentos possíveis entre fazeres pedagógicos feministas e o ensino - aprendizagem da dança. O artigo pode ser acessado no link: https://seer.ufrgs.br/index.php/cena/article/view/125194
Público: mulheres cis e trans interessadas na discussão proposta e que queiram dançar juntas.

OFICINA — 16h às 17h30, Sala de ensaio
Dançar Dançando
FUTURA/Clarice Lima
DANÇAR DANÇANDO é um convite para compartilhar práticas e ferramentas que atravessam a pesquisa em dança da FUTURA. A aula convida participantes a mergulharem nas possíveis relações entre corpo e espaço, explorando os deslocamentos que emergem da ação simples de andar e caminhar. A partir desse gesto cotidiano, a dança se revela como um campo cinestésico multidirecional, onde percepção, escuta e presença ampliam as possibilidades de movimento. Um convite para dançar junto, reconhecendo e potencializando as singularidades de cada corpo.
FUTURA é a plataforma de criação, produção e difusão em dança da coreógrafa Clarice Lima (CE/SP), articulando dança, performance e artes visuais para públicos infantis e adultos. Com formação no Brasil, Alemanha e Holanda, Clarice desenvolve uma trajetória reconhecida nacional e internacionalmente, com obras como Pé Grande, Supernada EP02, Força Estranha e Bosque. Sua pesquisa conecta criação artística, formação e encontro entre pessoas, por meio de espetáculos, oficinas, residências e ações de difusão.
Público: Bailarinas, estudantes e interessadas.

APRESENTAÇÃO — 18h, Sala Cênica
Código Genético
Ariane Nogueira (Campo Grande)
CÓDIGO GENÉTICO é uma jornada afrofuturista onde a dança manifesta o que o corpo já sabe: cada fio entrelaçado é tecnologia viva que atravessa gerações e pulsa entre passado e futuro é uma vibração de memória que liga corpo, espaço e tempo. A intérprete-criadora emerge como um elo entre mundos, trazendo movimentos que convocam presenças e despertam lembranças. O corpo agora viral se espalha, conecta, contamina, transforma! O tempo se dobra. Os fios se multiplicam. O futuro se move no corpo que evoca…
Duração: 38 min | Classificação: Livre
FICHA TÉCNICA
Intérprete-Criadora: Ariane Nogueira
Direção Artística: Munique Costa
Designer e Operação de Luz: Leonardo Lopes
Personal Stylist e Cenografia: Herbert Correa
Trilha Sonora: Reginaldo Borges

APRESENTAÇÃO — 19h, Sala Plural
Mimosa
Moira A (Curtiba)
Mimosa, termo carinhoso associado à vaca. A vaca é um mamífero da espécie ruminante, responsável pela grande produção de leite que alimenta a espécie humana. A palavra vaca quando direcionada a mulher é utilizada de forma pejorativa. Nesta performance, a artista intensifica e desdobra o que este termo evoca, assim como, situações de cerceamento e vigilância do corpo feminino, que convergem numa terceira coisa: mulher-vaca ou vaca-mulher. Um corpo híbrido e indisciplinado, que resiste às funções e moralidades atribuídas. Mimosa é presença que rumina, que escapa, que desafia, um corpo que insiste em existir fora da lógica da serventia. É um trabalho de dança contemporânea, com narrativa autobiográfica, performatividade, com um pouquinho de deboche.
Duração: 20 min | Classificação: 18 anos
FICHA TÉCNICA
Concepção e performance: Moira A
Iluminação: Raul Freitas
Edição e operação de som: Lu Faccini
Consultoria figurino: Val Salles
Interlocução: Gladis das Santas, Bia Figueiredo, Léo Moita, Fernanda Perondi, Inés Gutierrez, Augusto Ribeiro, Maíra Lour e Juliana Adur.

APRESENTAÇÕES — 19h30, Sala Cênica
Ásara
Mariah de Castro Arco e Flexa (Rio de Janeiro)
Através da movimentação e da dramaturgia, o trabalho enfrenta a fragilidade do corpo, criando estratégias de sobrevivência através de ficções de existência. A obra busca inventar, coletar e reformular histórias sobre si, experimentar a construção de narrativas, fábulas e imaginações que driblam a própria fragilidade
do corpo como sujeito. Imagéticas referentes a pássaros baseadas nas mitologias e contos brasileiros são
trazidas para cena em uma atmosfera que flerta com terror. Movimentos erráticos e cortantes, quedas bruscas e imagens que desafiam a percepção do corpo como humano, contribuem para uma dança que se situa entre a autoficção e o ativismo corporal.
Duração: 10 min | Classificação: 16 anos
FICHA TÉCNICA
Direção e interpretação: Margot
Trilha sonora: Gian Saru
Figurino: Idra Maria e Margot
Fotografia e filmagem: Aniram
Desenho de luz (BR): Leonardo Laureano, Ademir
Lamego e Margot
Desenho de luz (UK): PJ
Ass. de produção e imprensa: Matheus de Moura

Nesta
Flora Bulcão (Rio de Janeiro)
NESTA, feminino de neste, se refere a algo próximo no tempo presente. Se relaciona também com a palavra nest, ninho em inglês. NESTA é mãe, é avó, é cegonha. Sangra desde a menarca, rasga o útero e nasce filha, carregando no colo as dores e as alegrias de ser. O homem da kombi grita: Ovos, freguesa, a galinha chorou! NESTA acolhe e brinca, investigando em um corpo de mulher diferentes maneiras de existir.
Duração: 20 min | Classificação: 16 anos
FICHA TÉCNICA
Criação, direção e performance: Flora Bulcão
Assistente de direção: Milena Codeço
Participação em vídeo: Heloisa Lyra Bulcão
Cenário, filmagem e edição da projeção: Flora Bulcão
Edição de áudio: Fabio Carnèiro
Iluminação: Nina Balbi
Figurino: Vanessa Machado
Preparação vocal: Luiza Borges
Preparação corporal: Milena Codeço e Rafaela Freitas
Interlocução da Pesquisa: Lígia Tourinho
Fotografia e filmagem do espetáculo: Helena Bielinski / Xot Produções

20h, Sala Cênica
Bate-papo
Sexta-feira, 18/09

OFICINA — 14h às 16h, Sala de ensaio
Ritmo que Move o Corpo - Técnica, musicalidade e criação
com Ariane Nogueira e Munique Costa
A aula propõe um espaço de experimentação técnica que evidencia as corporeidades negras, conectadas à trajetória das artistas, que desenvolvem trabalhos tanto na dança quanto na música. Com foco em movimentos que produzem som, resistência, energia, ritmo e expressividade, a prática se referencia nas dinâmicas das danças africanas e na técnica do Dancehall.
Público: Livre

OFICINA — 16h às 17h40, Sala de ensaio
NESTA: voltar para o ninho, escutar a si
com Flora Bulcão
A Oficina NESTA: Voltar para o ninho, escutar a si é uma oficina de dança contemporânea e performance que convida os participantes a investigarem o corpo como território de memória, imaginação, afeto e criação. A proposta nasce diretamente do processo criativo da performance NESTA, compartilhando procedimentos de pesquisa desenvolvidos durante sua criação e transformando-os em ferramentas para experimentação coletiva.
Ao longo do encontro, os participantes são convidados a acessar diferentes estados de
presença por meio de práticas somáticas, improvisação, composição em dança e jogos
performativos. O corpo é compreendido como arquivo vivo, capaz de trazer histórias,
afetos e narrativas que ultrapassam a palavra.
Inspirada na metodologia de integração entre arte e vida da bailarina Anna Halprin, nos
estudos das escritoras Clarissa Pinkola Estés e bell hooks e na pesquisa artística
desenvolvida por Flora Bulcão durante o processo de criação do trabalho NESTA, a
oficina propõe um espaço de criação artística, escuta e acolhimento. Movimento, escrita,
desenho, voz e silêncio tornam-se linguagens complementares de expressão.
Mais do que ensinar uma técnica, a oficina compartilha um modo de criar, percebendo
a dança como uma prática de escuta, superação e transformação.
Público: Pessoas moventes a partir de 18 anos.

APRESENTAÇÃO — 18h, Sala Cênica
Segundo G.H.
Carina Nagib (São Paulo)
“É que um mundo inteiro vivo tem a força de um inferno" (Clarice Lispector)
Segundo G.H é um solo de dança teatral, livremente baseado no livro “A Paixão segundo G.H.” de Clarice Lispector. No espetáculo, a bailarina cria em seu corpo diversas composições que reverberam no movimento a experiência da leitura de Lispector. No encontro de G.H. com uma barata um diálogo entre mundos, entre existência e devaneio, entre o feminino e uma ideia de feminino que fracassa, um mergulho na compreensão de uma cosmopolítica.
Duração: 40 min | Classificação: Livre
FICHA TÉCNICA
Direção: Clara Gouvêa
Performance e criação: Carina Nagib
Orientação: Sayonara Pereira
Trilha sonora: Angélica Duarte
Desenho de luz: Larissa Siqueira
Operação de luz: Jean Marcel e Larissa Siqueira
Operação de som: Fávia Trapp
Cenário: Tato Teixeira
Fotos: Rondinelle De Paula
Produção executiva e administrativa: Gustavo Valezzi e Pedro Cavalcanti

APRESENTAÇÃO — 19h, Sala Plural
Peça
Fernanda Toito (São Paulo)
PEÇA é um trabalho de dança que aborda a intersecção das violências sofridas por mulheres e animais de consumo. O trabalho usa um paralelo da objetificação da carne da mulher e dos animais da indústria da carne.
O Corpo-Fêmea fragmentado como produto despersonificado para servir ao consumo é evidência material de seus abusos. A carne, a carne do corpo-fêmea se faz produto pela dessensibilização da vida dessa carne, inclusive autoinferida pelas próprias mulheres. Essa dança expõe uma parte da violência que mulheres e animais dividem através da construção do corpo-fêmea dançado e do paralelo estético entre as marcações da carne de consumo e das cirurgias plásticas.
Fernanda usa seu corpo-fêmea-produto em uma pesquisa de movimento que usa técnicas contemporâneas e urbanas de forma efetiva e poderosa. Uso do chão, quedas, footworks emprestados do tap dance e hip hop são algumas ferramentas utilizadas na pesquisa.
Duração: 15 min | Classificação: 18 anos
FICHA TÉCNICA
Criação e interpretação: Fernanda Toito
Participação: Artur Faleiros
Direção e Concepção de Luz: Diogo Granato
Trilha: Jonny Greenwood, escolhida por Diogo Granato

20h, Sala Cênica
Bate-papo
Sábado, 19/09

APRESENTAÇÃO — 17h, Sala Cênica
Gabri[elas)
Coletivo Mulheres da Vida (São Paulo)
Gabri[ELAS], traz à cena a obra e a vida da ativista e prostituta Gabriela Leite (1951-2013). Estudante da USP e frequentadora da turma da contracultura nos anos 70, durante a ditadura militar, Gabriela Leite trocou a faculdade de Ciências Sociais pela prostituição. Entre os anos 1990 e 2000, criou a ONG Davida – hoje Coletivo Puta Davida - e a grife DASPU, escreveu dois livros e foi a primeira ativista prostituta brasileira, junto com Lourdes Barreto a organizar a classe no Brasil e na América Latina.
Com humor e irreverência, Fernanda Viacava, ora como Gabriela, ora como ela mesma, relembra o legado da ativista e prostituta Gabriela Leite, e reflete sobre pontos de identificação entre ambas, que podem se estender a todas as mulheres.
Duração: 70 min | Classificação: 16 anos
FICHA TÉCNICA
Concepção e Idealização: Caroline Margoni, Elaine Bortolanza, Fernanda Viacava e Malú Bazán
Dramaturgia: Caroline Margoni
Direção: Malú Bazán
Elenco: Fernanda Viacava
Direção Vocal Interpretativa: Lúcia Gayotto
Pesquisa e curadoria: Elaine Bortolanza
Memória e curadoria: Lourdes Barreto
Direção de Arte: Kabila Aruanda
Trilha Sonora: Nina Blauth e Girlei Miranda
Música original: Nina Blauth
Criação audiovisual: Cassandra Mello (Teia Documenta)
Assistência de criação audiovisual: Ciça Lucchesi
Iluminação: Cristina Souto
Identidade Visual: Manuela Afonso
Operação de luz: Nara Zocher
Operação de Vídeo e som: Ciça Lucchesi
Fotos: Cassandra Mello, Ronaldo Gutierrez, Paulo Neobeck
Produção Executiva: Marcelo Chafim
Produção Geral: Clotilde Produções Artísticas

APRESENTAÇÃO — 18h30, Sala Plural
Extranho
Rubia Braga (São Paulo)
O trabalho de dança Extranho integra um território de pesquisa que se aproxima do corpo como espaço de desvio e reinvenção, mergulhando no desconhecido para fazer emergir novos arranjos sensíveis e imaginativos.
A partir da investigação que venho nomeando como linhas de força no corpo, o movimento se revela como acontecimento — imprevisível, inominável — em que imagem e sentido se desfazem e se reorganizam em estados transitórios, voláteis e ambíguos. Aqui, o movimento não busca representar, ilustrar, mas existir em sua própria aparição.
Um corpo atravessado por ausências, sombras, vazios e pulsações internas, que se deixa conduzir por aquilo que ainda não tem forma.
Extranho habita zonas de instabilidade, aciona novos arranjos e imaginações, ao mesmo tempo em que desloca a relação com o próprio corpo e desfaz os contornos de identidades previamente fixadas.
A performatividade do ato, entendida como criação de outros possíveis, aproxima-se do corpo como de um enigma — sondando aquilo que nele permanece opaco e indecifrável — e afirmando um corpo feminino que se escreve a partir de si, em contínua criação.
Duração: 30 min | Classificação: 12 anos
FICHA TÉCNICA
Pesquisa e dança: Rubia Braga
Colaboração: Pedro Galiza
Direção de arte: Rubia Braga
Apoio: Centro de Referência da Dança (CRD)

APRESENTAÇÃO — 19h, Sala Cênica
Força Estranha
FUTURA/ Clarice Lima ( São Paulo)
Força Estranha evoca as ficções e mistérios da dança para mover corpo, espaço, luz, som, objetos e tudo aquilo que não sabemos nomear. Aprofunda a pesquisa sobre o espaço como matéria coreográfica que atravessa sensações, afetos e imaginação. Persegue o movimento de forma dinâmica e vigorosa através de um corpo implicado na produção e manutenção de uma força estranha que faz tudo dançar.
Depois de 10 anos da estréia do dueto Intérprete em Crise, Clarice Lima e Aline Bonamin voltam em cena nesse novo dueto que radicaliza a noção de empatia cinestésica para a criação de um lugar utópico que faz alianças com tempos e matérias, celebrando a própria dança enquanto ritual e produção de vitalidade.
Duração: 40 min | Classificação: Livre
FICHA TÉCNICA
Criação e dança: Aline Bonamin e Clarice Lima
Direção e coreografia: Clarice Lima
Assistente de direção e coreografia: Aline Bonamin
Criação de trilha sonora: Carla Boregas
Criação e programação de laser: Dimitri Lima
Desenho de luz: Clarice Lima, Rafael Petri e Leo Sousa
Operação técnica: Rafael Petri
Coordenação técnica e consultoria de cenário: Tiago Guimarães
Consultoria de figurino: Lia Damasceno
Registro em foto e vídeo: Patrícia Araujo/ Aterro Produções
Direção de Produção: Rafael Petri
Produção Geral: FUTURA e Movicena Associação Cultural
Colaboradoras/es: Amanda Dias, Galciane Neves, Yi Gonçalves, Karen Marçal, Karlla Girotto, Marcela Costa, Patrícia Árabe, Patrícia Araujo e Tarina Quelho
Apoio: Casa do Povo, Publica e Risotropical
Segunda/Lunes, 21/09
CONVERSATORIO
MÉXICO: 12h-14h, UDLAP
BRASIL: 15h-17h, transmissão/transmisión Youtube
Convidadas/Invitadas: Margarita Tortajada Quiroz (México), Juliana Faesler Bremer (México), Lucia Romano (Brasil), Clarissa Malheiros (Brasil/México)
Moderadora: Ana Patricia Farfán (México)
Mulheres nas artes: disputas de espaços
Onde as mulheres se encaixam nas artes? O eixo propõe refletir sobre as disputas de espaços no campo artístico, abordando questões relacionadas a trabalho, representação e narrativas sobre o feminino. Busca-se pensar as relações entre gênero, poder e arte, assim como as estruturas que determinam visibilidade, legitimidade e permanência dentro dos circuitos artísticos.
Mujeres en las artes: disputas de espacios
¿Dónde caben las mujeres en las artes? El eje propone reflexionar sobre las disputas de espacios en el campo artístico, abordando cuestiones relacionadas con trabajo, representación y narrativas sobre lo femenino. Se busca pensar las relaciones entre género, poder y arte, así como las estructuras que determinan visibilidad, legitimidad y permanencia dentro de los circuitos artísticos.
Terça/Martes, 22/09
CONVERSATORIO
MÉXICO: 12h-14h, UDLAP
BRASIL: 15h-17h, transmissão/transmisión Youtube
Convidadas/Invitadas: Stefanie Weiss (México), Itari Marta (México), Rosane Vianna Jorge (Brasil), Lidia Costa Larangeira (Brasil),
Moderadora: Vanessa Macedo (Brasil/México)
Metodologias e éticas: práticas de pesquisa nas artes
Propõe-se refletir sobre os desafios éticos, políticos e metodológicos que atravessam a pesquisa artística contemporânea. O que sustenta e diferencia as pesquisas em artes? Como pensar metodologias capazes de acolher processos criativos, experiências situadas e formas de conhecimento que frequentemente escapam aos modelos acadêmicos tradicionais?
O encontro busca discutir as tensões entre institucionalização e criação, perguntando de que maneira as pesquisas em artes negociam, tensionam ou “hackeiam” estruturas metodológicas concebidas para outras áreas do conhecimento. Nos interessa pensar quais éticas são possíveis nas práticas de pesquisa artística e como construir processos que não reproduzam lógicas extrativistas, hierarquizações de saberes ou formas de representação que falem “por” sujeitos e comunidades.
Metodologías y éticas: prácticas de investigación en las artes
Se propone reflexionar sobre los desafíos éticos, políticos y metodológicos que atraviesan la investigación artística contemporánea. ¿Qué sostiene y diferencia las investigaciones en artes? ¿Cómo pensar metodologías capaces de acoger procesos creativos, experiencias situadas y formas de conocimiento que frecuentemente escapan a los modelos académicos tradicionales?
El encuentro busca discutir las tensiones entre institucionalización y creación, preguntándose de qué manera las investigaciones en artes negocian, tensionan o “hackean” estructuras metodológicas concebidas para otras áreas del conocimiento. Nos interesa pensar qué éticas son posibles en las prácticas de investigación artística y cómo construir procesos que no reproduzcan lógicas extractivistas, jerarquizaciones de saberes o formas de representación que hablen “por” sujetos y comunidades.

APRESENTAÇÕES/PRESENTACIONES — 19h-21h, UDLAP: AG 106 e 107
Arapuca
Patrícia Pina
O solo performático da intérprete e criadora Patrícia Pina surge como um manifesto artístico contra as estruturas opressoras do racismo, do sexismo e do machismo que historicamente têm violado a dignidade dos grupos marginalizados. Impulsionada pela urgência de expressar sua postura política e artística, Pina aprofunda suas investigações cênicas, propondo uma performance que é, acima de tudo, um chamado para uma vida mais justa, baseada no respeito e na humanidade. O solo busca dar corpo às inquietações da criadora, posicionando-se a favor da autonomia e do empoderamento, especialmente das mulheres em situação de maior vulnerabilidade. No palco, um corpo abissal se precipita, atravessando o espaço em busca de uma utópica subversão da violência, levantando a pergunta: o que vem depois?
El solo performático de la intérprete y creadora Patrícia Pina, surge como un manifiesto artístico frente a las estructuras opresoras del racismo, el sexismo y el machismo que históricamente han violentado la dignidad de los grupos marginados. Impulsada por la urgencia de expresar su postura política y artística, Pina profundiza sus investigaciones escénicas, proponiendo una performance que es, ante todo, un llamado a una vida más justa, basada en el respeto y la humanidad. El solo busca dar cuerpo a las inquietudes de la creadora, posicionándose a favor de la autonomía y el empoderamiento, especialmente de las mujeres en situación de mayor vulnerabilidad. En escena, un cuerpo abismal se precipita, atravesando el espacio en busca de una utópica subversión de la violencia, planteando la pregunta: ¿qué viene después?
Duração/Duración: 25 min
FICHA TECNICA
Intérprete, creación y vestuario: Patrícia Pina
Dirección artística: Mariana Muniz
Diseño de iluminación: Vicc Isidro
Composición musical y banda sonora original: Natália Nery y Lana Scott

Amalgama
Daniela Ortega
Acúmulo de memórias. Coleta de gestos, como eles habitam em mim e como eu habito neles?, a quais situações eles remontam? Como é que dialogam? O que eu recolho? Meu corpo como reflexo do pulso; a alma habita o cansaço da repetição, como ativo o sentido cinestésico?
Cúmulo de memorias.Recolección de gestos, ¿ cómo habitan en mi y cómo yo habito en ellos?, ¿a qué situaciones se remontan? ¿cómo es que dialogan? ¿ qué recolecto? Mi cuerpo como reflejo del pulso; el alma habita el cansancio de la repetición, ¿ como activo el sentido cinestésico?
Duração/Duración: 7 min
FICHA TÉCNICA
Coreografía: Daniela Ortega
Música: Изумруд ( esmeralda)- Manizha
Edición musical: Sofía Campoy
Diseño de iluminación: Daniela Ortega
fotografía: Angelotti Alamilla

YoH-HoY
Valeria Lastra
O que me move agora:
o que descubro no movimento. Presente. Vivo.
Atravessada por outros. Pelo que vejo. Ouço. Lembro.
Um gesto. Uma palavra. Uma sensação.
-Lembrar-
Trazendo ao presente algo que foi no passado
para construir um possível futuro;
em minhas pegadas... meus padrões... minhas repetições.
Repetir. Jamais igual:
transformado,
interrompido,
mastigado,
intervindo.
Um unipessoal híbrido entre improvisação e composição.
Um corpo. Espaço. Tempo. Luzes.
Lo que me mueve ahora:
lo que descubro en el movimiento. Presente. Vivo.
Atravesada por otros. Por lo que veo. Escucho. Recuerdo.
Un gesto. Una palabra. Una sensación.
-Recordar-
Trayendo al presente algo que fue en pasado
para construir un posible futuro;
en mis huellas... mis patrones... mis repeticiones.
Repetir. Jamás igual:
transformado,
interrumpido,
masticado,
intervenido.
Un unipersonal híbrido entre improvisación y composición.
Un cuerpo. Espacio. Tiempo. Luces.
Duração/Duración: 8 min
FICHA TÉCNICA
Creadora escénica: Valeria Lastra

No te vayas
Cia Fragmento de Dança
Em uma busca incansável de nós mesmos, procuramos às cegas o impossível. Talvez outro momento se anuncie, dizendo que não há fim, sempre é um ponto médio. Busca. Em Não Vá, dois corpos testemunham a força do invisível. E ali, em um espaço-sensação que não está definido em forma nem tempo, criam seu pacto de transcendência.
É possível que o mito da alma gêmea faça sentido. Nele, em busca de uma resposta sobre o que é o amor, cria-se a narrativa de que, no início, éramos seres com quatro braços, quatro pernas e duas cabeças. Ao desafiar os deuses, fomos partidos ao meio e condenados a viver em busca da nossa outra metade. Não há confronto, não há celebração. Dançamos o incompleto que se camufla na brevidade do toque. Da reunião. Do desespero.
En una búsqueda incansable de nosotros mismos, buscamos a tientas lo imposible. Quizás se anuncie otro momento, diciendo que no hay final, siempre es un punto medio. Búsqueda. En No te Vayas, dos cuerpos dan testimonio de la fuerza de lo invisible. Y allí, en un espacio-sensación que no está definido en forma ni tiempo, crean su pacto de trascendencia
Es posible que el mito del alma gemela tenga sentido. En él, en busca de una respuesta sobre qué es el amor, se crea la narrativa de que, en un principio, éramos seres con cuatro brazos, cuatro piernas y dos cabezas. Al desafiar a los dioses, fuimos partidos por la mitad y condenados a vivir en busca de nuestra mitad. No hay confrontación, no hay celebración. Bailamos lo incompleto que se camufla en la brevedad del tacto. De la reunión. De la desesperanza.
Duração/Duración: 23 min
FICHA TÉCNICA
Concepción, coreografía y dirección: Vanessa Macedo
Asistente de dirección y coreografía: Maitê Molnar
Interpretes: Maitê Molnar e Vanessa Macedo
Edición y montaje de musica: Lua Oliveira y Fernando da Mata
Iluminación: Fellipe Oliveira
Diseño de vestuario: Daise Neves
Producción: Luciana Venancio
Quarta/Miércoles, 23/09
CONVERSATORIO
MÉXICO: 12h-14h, UDLAP
BRASIL: 15h-17h, transmissão/transmisión Youtube
Convidadas/Invitadas: Raxá de Castilla (México), Stela Fischer (Brasil), Lucelina Nunes (Brasil/México)
Moderadora: Ligia Tourinho (Brasil)
Autonarrativas e dramaturgias do testemunho nas artes
Reflexão sobre as implicações éticas e políticas de propostas artísticas centradas na experiência de si, nas autonarrativas e nas dramaturgias do testemunho. O eixo propõe discutir como as artes contemporâneas mobilizam experiências autobiográficas e memórias pessoais para construir relatos coletivos, deslocando as fronteiras entre o íntimo, o político e o cênico.
Como pensar um “eu” em cena que pretende se transformar em um “nós”? De que maneira os lugares de enunciação atravessam a criação e as leituras de uma obra?
Autonarrativas y dramaturgias del testimonio en las artes
Reflexión sobre las implicaciones éticas y políticas de propuestas artísticas centradas en la experiencia de sí, las autonarrativas y las dramaturgias del testimonio. El eje propone discutir cómo las artes contemporáneas movilizan experiencias autobiográficas y memorias personales para construir relatos colectivos, desplazando las fronteras entre lo íntimo, lo político y lo escénico.
¿Cómo pensar un “yo” en escena que pretende convertirse en un “nosotras”? ¿De qué manera los lugares de enunciación atraviesan la creación y las lecturas de una obra?

APRESENTAÇÕES/PRESENTACIONES — 19h-21h, UDLAP: AG 106 e 107
…et les rêves sont des Rêves…
Astourjean
Peça de lipsync drag performance que investiga o espaço liminal dos solos através dos traços pictóricos da luz no próprio universo e sobre a Terra.
Pieza de lipsync drag performance que indaga en torno el espacio liminal de los suelos a través de los trazos pictóricos de la luz en el universo mismo y sobre la Tierra.
Duração/Duración: 6:33 min
FICHA TÉCNICA
Creado por la propia artista: Sin colaboración

Rasgo
Cia de Danza Udlap
Rasgo é uma peça coreográfica criada em 2026 para a Companhia de Dança UDLAP, no contexto da comemoração do 8M. Invoca o movimento em coro e a união de corpos e vozes. Um convite para seguir em frente, para não deixar que o cansaço nos vença. Para que pequenos traços possam abrir brechas, transformar nossos gestos e ressignificar nossas urgências no mundo.
Rasgo es una pieza coreográfica creada en 2026 para la Compañía de Danza UDLAP, en el marco de la conmemoración del 8M. Invoca el movimiento en coro y la unión de cuerpos y voces. Una invitación a seguir, a no dejar que el cansancio nos venza. A que pequeños rasgos puedan abrir brechas, transformar nuestros gestos y resignificar nuestras urgencias en el mundo.
Duração/Duración: 13 min
FICHA TÉCNICA
Coreografía: Vanessa Macedo
Música: Pedro Simples
Intérpretes: Arlet Rubio, Daniela Romero, Eréndira Lozada, Frida Hinojosa, Jarely Chávez, Lizbeth Meneses, Maki Guevara, Mirelha Constanza y Rebe Toledano

Suscetível
Maria Basulto
Este relato corporal dançado se configura ao longo de uma pesquisa acadêmica que busca refletir sobre as estratégias de adaptação técnica e criativa de intérpretes de dança que transitam entre diferentes processos de criação. A partir do reconhecimento da susceptibilidade do corpo através desses processos, descobertas, fragilidades e desafios são compartilhados por meio da fisicalidade em uma dança-conferência.
Este relato corporal danzado se configura a lo largo de una investigación académica que busca reflexionar sobre las estrategias de adaptación técnica y creativa de intérpretes de danza que transitan entre distintos procesos de creación. A partir del reconocimiento de la susceptibilidad del cuerpo a través de estos procesos, descubrimientos, fragilidades y desafíos se comparten por medio de la fisicalidad en una danza-conferencia.
Duração/Duración: 25 min
FICHA TÉCNICA
Creación, danza, texto e investigación: Maria Basulto
Tutoría de la investigación: Juliana Moraes
Iluminación: Victor Isidro [vicc]

Tempo de dizer adeus/Tiempo de decir adiós
Cia de Danza Udlap: Daniela Romero, Mirella Costanza e Vanessa Macedo
Nem sempre a ausência tem nome. Atravessamos.
Há muitos mundos dentro. Há uma imensidão lá fora.
Neste trio, também celebramos nosso encontro, no qual cada uma de nós sente e dança suas memórias de vazio, despedida e jornadas.
No siempre la ausencia tiene nombre. Atravesamos.
Hay muchos mundos dentro. Hay una inmensidad afuera.
En este trío, también celebramos nuestro encuentro, en el que cada una de nosotras siente y danza sus memorias de vacío, despedida y travesías.
Duração/Duración: 18 min
FICHA TÉCNICA
Coreografía y dirección: Vanessa MacedoArtistas: Daniela Romero, Mirella Costanza y Vanessa MacedoEdición Musical: Miguel Atman
Sexta/Viernes, 25/09

APRESENTAÇÕES/PRESENTACIONES — 19h, Centro Cultural la Ibérica
Una conversación con la Tierra
Rosa Landabur
UMA CONVERSA COM A TERRA é uma performance que acontece em contato com a natureza. Como um Site-specific, faremos uma viagem a partir de um vínculo profundo com a Terra, despertando memórias de nossos corpos, territórios, contextos culturais e sociais. Carregando terra sobre os ombros, corpo coberto de barro, coroado por um adereço vegetal, desenha no espaço, o preenche de terra e convida o espectador a fazer parte de uma experiência compartilhada. Uma viagem a partir da matéria, fazendo surgir e transmutando em seu corpo diferentes seres da natureza, vegetais e animais. Propõe-se como uma experiência ritual, onde a escuta da paisagem, a contemplação e o envolvimento de forma livre e sutil do público geram uma viagem que nos nutre, nos purga, nos ensina e nos alimenta. Brinca entre a experiência de ser observado e observar, de ser humano e não humano, nos levando por uma viagem em que esses limites se diluem e terminamos todos em uma ação comum que co-cria com a Terra.
UNA CONVERSACIÓN CON LA TIERRA es una performance que ocurre en contacto con la naturaleza. A modo de Site-specific, haremos un viaje desde un vínculo profundo con la Tierra, despertando memorias de nuestros cuerpos, territorios, contextos culturales y sociales. Cargando tierra sobre sus hombros, su cuerpo cubierto de barro, coronado por un tocado vegetal, dibuja en el espacio, lo llena de tierra e invita al espectador a ser parte de una experiencia compartida. Un viaje desde la materia, haciendo aparecer y transmutando en su cuerpo a diferentes seres de la naturaleza, vegetales y animales. Se propone como una experiencia ritual, donde la escucha del paisaje, la contemplación y el involucrarse de manera libre y sutil para el público, genera un viaje que nos nutre, nos purga, nos enseña y nos nutre. Juega entre la experiencia de ser observado y observar, de ser humano y no humano, llevándonos por un viaje en que estos límites se diluyen y terminamos todas en una acción común que co-creamos con la Tierra.
Duração/Duración: 30 min
FICHA TÉCNICA
Creación y concepto, dirección escénica y performer: Rosa María Landabur Parada

Amalgama
Daniela Ortega
Acúmulo de memórias. Coleta de gestos, como eles habitam em mim e como eu habito neles?, a quais situações eles remontam? Como é que dialogam? O que eu recolho? Meu corpo como reflexo do pulso; a alma habita o cansaço da repetição, como ativo o sentido cinestésico?
Cúmulo de memorias.Recolección de gestos, ¿ cómo habitan en mi y cómo yo habito en ellos?, ¿a qué situaciones se remontan? ¿cómo es que dialogan? ¿ qué recolecto? Mi cuerpo como reflejo del pulso; el alma habita el cansancio de la repetición, ¿ como activo el sentido cinestésico?
Duração/Duración: 7 min
FICHA TÉCNICA
Coreografía: Daniela Ortega
Música: Изумруд ( esmeralda)- Manizha
Edición musical: Sofía Campoy
Diseño de iluminación: Daniela Ortega
fotografía: Angelotti Alamilla

No te vayas
Cia Fragmento de Dança
Em uma busca incansável de nós mesmos, procuramos às cegas o impossível. Talvez outro momento se anuncie, dizendo que não há fim, sempre é um ponto médio. Busca. Em Não Vá, dois corpos testemunham a força do invisível. E ali, em um espaço-sensação que não está definido em forma nem tempo, criam seu pacto de transcendência.
É possível que o mito da alma gêmea faça sentido. Nele, em busca de uma resposta sobre o que é o amor, cria-se a narrativa de que, no início, éramos seres com quatro braços, quatro pernas e duas cabeças. Ao desafiar os deuses, fomos partidos ao meio e condenados a viver em busca da nossa outra metade. Não há confronto, não há celebração. Dançamos o incompleto que se camufla na brevidade do toque. Da reunião. Do desespero.
En una búsqueda incansable de nosotros mismos, buscamos a tientas lo imposible. Quizás se anuncie otro momento, diciendo que no hay final, siempre es un punto medio. Búsqueda. En No te Vayas, dos cuerpos dan testimonio de la fuerza de lo invisible. Y allí, en un espacio-sensación que no está definido en forma ni tiempo, crean su pacto de trascendencia
Es posible que el mito del alma gemela tenga sentido. En él, en busca de una respuesta sobre qué es el amor, se crea la narrativa de que, en un principio, éramos seres con cuatro brazos, cuatro piernas y dos cabezas. Al desafiar a los dioses, fuimos partidos por la mitad y condenados a vivir en busca de nuestra mitad. No hay confrontación, no hay celebración. Bailamos lo incompleto que se camufla en la brevedad del tacto. De la reunión. De la desesperanza.
Duração/Duración: 23 min
FICHA TÉCNICA
Concepción, coreografía y dirección: Vanessa Macedo
Asistente de dirección y coreografía: Maitê Molnar
Interpretes: Maitê Molnar e Vanessa Macedo
Edición y montaje de musica: Lua Oliveira y Fernando da Mata
Iluminación: Fellipe Oliveira
Diseño de vestuario: Daise Neves
Producción: Luciana Venancio
Sábado, 26/09

APRESENTAÇÕES/PRESENTACIONES — 19h, Centro Cultural la Ibérica
STiMMiNGS
Fosfenos de Azúcar
Carolina, uma menina autista com mutismo seletivo, reflete sobre a transição da infância para a idade adulta; enquanto a personagem vai narrando em sua cabeça as barreiras que a sociedade impõe por causa do seu autismo, ela vai dançando e criando uma dança através de stimmings, que são movimentos que permitem a autorregulação de certas emoções. No início, tudo é cor de rosa e parece que a vida dentro do espectro não é tão ruim. O corpo da menina reage de acordo com os estímulos que vê: um aquário, um jardim cheio de gatos e um quarto (o espaço seguro de qualquer autista). Mas nem todos os cenários são agradáveis… os ruídos da cidade e a multidão fazem com que a personagem tenha que enfrentar situações para as quais ninguém a preparou. É aí que vêm as provocações e o rejeito social. Carolina, nossa protagonista, expõe sem rodeios todas as coisas que precisam ser feitas para que ela não seja violentada e possa se encaixar na sociedade. Ela decide dançar sem mascarar suas condições e mostrar o quão autista é através do movimento com o objetivo de iniciar uma revolução.
Carolina, una chica autista con mutismo selectivo reflexiona la transición de la niñez a la edad adulta; mientras el personaje va narrando a través de su cabeza las trabas que la sociedad le impone por su autismo, ella va bailando y creando una danza a través de stimmings, que son movimientos que permiten la autorregulación de ciertas emociones. Al principio todo es de color de rosa y parece ser que la vida estando dentro del espectro no es tan mala. El cuerpo de la chica reacciona de acuerdo a los estímulos que ve: un acuario, un jardín repleto de gatos y un cuarto (el espacio seguro de cualquier autista). Pero no todos los escenarios son agradables… los ruidos de la ciudad y el gentío hacen que el personaje tenga que enfrentarse a situaciones que nadie la preparó.
He ahí cuando vienen las burlas y el rechazo social. Carolina, nuestra protagonista, expone sin pelos en la lengua todas las cosas que tienen que hacer para que no la violenten y para poder encajar en sociedad. Ella decide bailar sin enmascarar sus condiciones y se muestra lo autista que es a través del movimiento con el objetivo de iniciar una revolución
Duração/Duración: 20 min

Arapuca
Patrícia Pina
O solo performático da intérprete e criadora Patrícia Pina surge como um manifesto artístico contra as estruturas opressoras do racismo, do sexismo e do machismo que historicamente têm violado a dignidade dos grupos marginalizados. Impulsionada pela urgência de expressar sua postura política e artística, Pina aprofunda suas investigações cênicas, propondo uma performance que é, acima de tudo, um chamado para uma vida mais justa, baseada no respeito e na humanidade. O solo busca dar corpo às inquietações da criadora, posicionando-se a favor da autonomia e do empoderamento, especialmente das mulheres em situação de maior vulnerabilidade. No palco, um corpo abissal se precipita, atravessando o espaço em busca de uma utópica subversão da violência, levantando a pergunta: o que vem depois?
El solo performático de la intérprete y creadora Patrícia Pina, surge como un manifiesto artístico frente a las estructuras opresoras del racismo, el sexismo y el machismo que históricamente han violentado la dignidad de los grupos marginados. Impulsada por la urgencia de expresar su postura política y artística, Pina profundiza sus investigaciones escénicas, proponiendo una performance que es, ante todo, un llamado a una vida más justa, basada en el respeto y la humanidad. El solo busca dar cuerpo a las inquietudes de la creadora, posicionándose a favor de la autonomía y el empoderamiento, especialmente de las mujeres en situación de mayor vulnerabilidad. En escena, un cuerpo abismal se precipita, atravesando el espacio en busca de una utópica subversión de la violencia, planteando la pregunta: ¿qué viene después?
Duração/Duración: 25 min
FICHA TECNICA
Intérprete, creación y vestuario: Patrícia Pina
Dirección artística: Mariana Muniz
Diseño de iluminación: Vicc Isidro
Composición musical y banda sonora original: Natália Nery y Lana Scott

YoH-HoY
Valeria Lastra
O que me move agora:
o que descubro no movimento. Presente. Vivo.
Atravessada por outros. Pelo que vejo. Ouço. Lembro.
Um gesto. Uma palavra. Uma sensação.
-Lembrar-
Trazendo ao presente algo que foi no passado
para construir um possível futuro;
em minhas pegadas... meus padrões... minhas repetições.
Repetir. Jamais igual:
transformado,
interrompido,
mastigado,
intervindo.
Um unipessoal híbrido entre improvisação e composição.
Um corpo. Espaço. Tempo. Luzes.
Lo que me mueve ahora:
lo que descubro en el movimiento. Presente. Vivo.
Atravesada por otros. Por lo que veo. Escucho. Recuerdo.
Un gesto. Una palabra. Una sensación.
-Recordar-
Trayendo al presente algo que fue en pasado
para construir un posible futuro;
en mis huellas... mis patrones... mis repeticiones.
Repetir. Jamás igual:
transformado,
interrumpido,
masticado,
intervenido.
Un unipersonal híbrido entre improvisación y composición.
Un cuerpo. Espacio. Tiempo. Luces.
Duração/Duración: 8 min
FICHA TÉCNICA
Creadora escénica: Valeria Lastra
Domingo, 27/09

Cortar Anclas (danzas para la purificación)
Monólogo de Lucrecia, La Mujer de la Tina En Boca de Lobos producciones
Cortar Anclas (danças para a purificação) é uma proposta de pesquisa cênica e instalação coreográfica surrealista criada pela coreógrafa Erika Torres. A peça se posiciona como um comentário contemporâneo do espaço íntimo, colocando o corpo feminino maduro como um arquivo vivo, território de inscrição e espaço de transformação. A obra faz parte oficialmente do projeto "Danças para a vida", apoiado pelo Sistema Nacional de Criadores de Arte (SNCA). É composta por cinco monólogos e, para este encontro, propõe-se o de Lucrecia, a mulher da banheira.
Lucrecia encarna um corpo em resistência: uma solidão que se transforma em ritmo, um tremor que se transforma em dança e um humor ácido que nunca a abandona. Seu movimento tem um pulso interno irregular, elétrico, que surge de um tremor neurológico. Esse tremor é chave: não é defeito, é motor.
Aos 50 anos, esse corpo se habita a partir da experiência e da maturidade, ativando um dispositivo surrealista projetado expressamente para rebater as memórias contidas na pele da intérprete. A poesia está profundamente ancorada ao território da Península de Yucatán, onde o tremor neurológico dialoga com a fala herdada das avós: aquela cadência que sentencia com misticismo e que guarda os segredos do dia a dia. O vai-e-vem de Lucrecia não é apenas físico; é o eco das vozes antigas da casa, o ranger da memória viva de uma terra que vibra, resiste e lembra através do osso.
Cortar Anclas (danzas para la purificación) es una propuesta de investigación escénica e instalación coreográfica surrealista creada por la coreógrafa Erika Torres. La pieza se sitúa como un comentario contemporáneo del espacio íntimo, posicionando al cuerpo femenino maduro como un archivo vivo, territorio de inscripción y espacio de transformación. La obra forma parte oficial del proyecto "Danzas para la vida", respaldado por el Sistema Nacional de Creadores de Arte (SNCA). Está compuesta por cinco monólogos y para este encuentro se propone el de Lucrecia, la mujer de la tina.
Lucrecia encarna un cuerpo en resistencia: una soledad que se convierte en ritmo, un temblor que se transforma en danza y un humor ácido que nunca la abandona. Su movimiento tiene un pulso interno irregular, eléctrico, que surge de un temblor neurológico. Ese temblor es clave: no es defecto, es motor.
A sus 50 años, este cuerpo se habita desde la experiencia y la madurez, activando un dispositivo surrealista diseñado expresamente para rebotar las memorias contenidas en la piel de la intérprete. La poesía está profundamente anclada al territorio de la Península de Yucatán, donde el temblor neurológico dialoga con el habla heredada de las abuelas: esa cadencia que sentencia con misticismo y que resguarda los secretos del día a día. El vaivén de Lucrecia no es solo físico; es el eco de las voces antiguas de la casa, el crujir de la memoria viva de una tierra que vibra, resiste y recuerda a través del hueso.
Duração/Duración: 13 min
FICHA TÉCNICA
Dirección y dramaturgia: Erika Torres
Coreografía: Erika Torres
Intérprete: Alejandra Argoitya

Suscetível
Maria Basulto
Este relato corporal dançado se configura ao longo de uma pesquisa acadêmica que busca refletir sobre as estratégias de adaptação técnica e criativa de intérpretes de dança que transitam entre diferentes processos de criação. A partir do reconhecimento da susceptibilidade do corpo através desses processos, descobertas, fragilidades e desafios são compartilhados por meio da fisicalidade em uma dança-conferência.
Este relato corporal danzado se configura a lo largo de una investigación académica que busca reflexionar sobre las estrategias de adaptación técnica y creativa de intérpretes de danza que transitan entre distintos procesos de creación. A partir del reconocimiento de la susceptibilidad del cuerpo a través de estos procesos, descubrimientos, fragilidades y desafíos se comparten por medio de la fisicalidad en una danza-conferencia.
Duração/Duración: 25 min
FICHA TÉCNICA
Creación, danza, texto e investigación: Maria Basulto
Tutoría de la investigación: Juliana Moraes
Iluminación: Victor Isidro [vicc]

Tempo de dizer adeus/Tiempo de decir adiós
Cia de Danza Udlap: Daniela Romero, Mirella Costanza e Vanessa Macedo
Nem sempre a ausência tem nome. Atravessamos.
Há muitos mundos dentro. Há uma imensidão lá fora.
Neste trio, também celebramos nosso encontro, no qual cada uma de nós sente e dança suas memórias de vazio, despedida e jornadas.
No siempre la ausencia tiene nombre. Atravesamos.
Hay muchos mundos dentro. Hay una inmensidad afuera.
En este trío, también celebramos nuestro encuentro, en el que cada una de nosotras siente y danza sus memorias de vacío, despedida y travesías.
Duração/Duración: 18 min
FICHA TÉCNICA
Coreografía y dirección: Vanessa MacedoArtistas: Daniela Romero, Mirella Costanza y Vanessa MacedoEdición Musical: Miguel Atman



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