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Mulheres em Cena 10ª edição

  • há 2 dias
  • 12 min de leitura


16 a 19/09 — São Paulo/SP, Brasil

Centro de Referência da Dança

Baixos do Viaduto do Chá


21 a 23/09 — Cholula/Puebla, México

UDLAP, Universidad de las Américas Puebla

Ex Hacienda Santa Catarina Mártir S/N


25 a 27/09 — Mérida/Yucatán, México

Centro Cultural La Ibérica

Calle 37, 526, Colônia García Ginerés


UNAY, Universidad de las Artes de Yucatán

Calle 55 número 435, Centro


CRD

Quarta-feira, 16/09


APRESENTAÇÃO 18h, Sala Cênica


ECO, OCO PRESO NO PEITO

Maria Emília Gomes (São Paulo)


“ECO, OCO PRESO NO PEITO” se manifesta na cena como urgência de presentificar movências e fazer ecoar gritos coletivos preso no peito de uma mulherpretartista. Gritos OCOs, abafados pelas colonialidades fundantes, estruturantes e replicantes. É esperado [expectativas brancas] que dancemos nossas dores coloniais ou que “bailemos” as ditas “coisas de preta”: "Meus ancestrais todos foram vendidos deve ser por isso que meu som [minha dança] vende" *. Vivenciando tantas violências, como dançar apenas? ECO, OCO PRESO NO PEITO é erguer voz-corpo, é encontro e confronto. Pés na terra, erguer-se, seguir de pé... explodir o peito. Este solo de dança é manifesto, ritualiza a presença da mulher preta cujo corpo em performance ecoa, vibra, pulsa e ritualiza o instante. Eco, oco preso no peito move aquilo que tem consumido por dentro e que, no hoje, ainda dói.


Duração: 30 minutos | Classificação: 14 anos


FICHA TÉCNICA: 

Concepção e interpretação: Maria Emília Gomes

Percussão: Maicou Yuri 

Iluminação: Dida Genofre



APRESENTAÇÃO  18h30, Sala Plural


Torta de Creme

Anja (São Paulo)


Um carro cuba de metal em seu centro. Uma substância leitosa e esbranquiçada preenchendo o fundo. Plástico filme selando as bordas.  Um corpo. Um corpo feminino com os seios à mostra. Um corpo feminino vestindo apenas uma calcinha fio dental vermelha. Um líquido. Um líquido viscoso branco. Um líquido viscoso branco que escorre no corpo. Sufocar. Um corpo feminino vestindo uma calcinha fio dental vermelha com os seios à mostra submerso em um líquido viscoso branco sufoca em um carro cuba de ferro selada em plástico filme. Um corpo feminino vestindo uma calcinha fio dental vermelha com os seios à mostra submerso em um líquido viscoso branco sufoca em um carro cuba de ferro selada em plástico filme por 20 minutos. Silêncio. Engasgo. Tosse. Respiração pesada. O público olha de cima. Voyeur? Torta de Creme.


Duração: 20 min | Classificação: 18 anos


FICHA TÉCNICA: 

ANJA




APRESENTAÇÃO  19h, Sala Cênica


Se Eu não fosse Eu

Cia Fragmento de Dança (São Paulo)


Como seríamos se pudéssemos inventar um outro Eu? Um Eu que nos faz livres por algum momento. Que celebra a vida que não se tem. Que deseja o que desconhece. Que desconfia de todas as certezas que se tinha e coloca o tempo em suspensão. Há quatro anos, temos desenvolvido oficinas artísticas em casas de acolhidas e outras instituições que enfrentam desafios dos mais variados. Em comum, em todos esses espaços, encontramos pessoas que desejam ser vistas e ouvidas. Nasceu o projeto SOPRO e, com ele, o nosso desejo de encontrar o humano, onde a existência muitas vezes é negada nos seus direitos mais básicos.


Duração: 60 min | Classificação: 14 anos


FICHA TÉCNICA

Direção: Vanessa Macedo

Elenco: Diego Hazan, Esmeralda, Fátima Alves, Flávia Teraoka, Gabriela Ramos, Gracinha, Leticia Almeida, Maitê Molnar, Maria Reis, , Nice Dias, Prudy Oliveira, Rosimeirey Pinheiro, Sebastian Santamaria e Sônia Alcântara.

Assistência de direção e coreografia: Maitê Molnar

Assistente de coreografia: Diego Hazan

Iluminação: Sandro Borelli

Figurinos, adereços, cenografia, músicas e vídeos: Cia Fragmento de Dança

Operação de vídeo projeção: Lana Scott

Direção de Produção: Luciana Venancio

Designer gráfico: Leticia Mantovani

Assessoria de imprensa: Pombo Correio













20h, Hall


Coquetel de Abertura



Quinta-feira, 17/09
















OFICINA — 14h às 15h30, Sala de ensaio


Pedagogias da dança e pedagogias feministas: tensionamentos e entrelaçamentos

Maria Emília Gomes


 Em 2022, as artistas pesquisadoras Maria Emília Gomes e a Profa. Dra. Raquel Pires, publicaram um artigo intitulado: “O que a Pedagogia Feminista Pode Ensinar para a Pedagogia da Dança? tensionamentos e entrelaçamentos.” Para este encontro, na 10° Edição da Mostra Mulheres em Cena, Maria Emília convida outras corpas para um encontro de partilha e cuidado entre mulheres cis e trans, para mobilizar na prática tensionamentos e entrelaçamentos possíveis entre fazeres pedagógicos feministas e o ensino - aprendizagem da dança. O artigo pode ser acessado no link: https://seer.ufrgs.br/index.php/cena/article/view/125194


Público: mulheres cis e trans interessadas na discussão proposta e que queiram dançar juntas.






























OFICINA — 16h às 17h30, Sala de ensaio


Dançar Dançando

FUTURA/Clarice Lima


A partir de uma lógica colaborativa e performativa, a oficina, com natureza prática, promoverá a investigação de estados dançantes como apetites do corpo em experiência dos encontros. É na tentativa de estarmos juntes, em fricção e ficção, insistência/resistência que os movimentos, em suas particularidades, aparecem como modos de compartilhamento na tensão de afetos e forças e podem, assim surgir, como potência coletiva e invenção de mundos outros inventados (IM)possíveis. A dança como mergulho para e por dentro na descoberta de si, caminha, concomitantemente, também para e por fora, surge como mudança de humores, em relação, atenta com quem habita e convive junto, é problematizada e ampliada na fabulação de poéticas como desejos partilhados, sabores e saberes. PRAZERES.


Público: Artistas, pessoas com ou sem experiência em dança.







APRESENTAÇÃO  18h, Sala Cênica


Código Génetico

Ariane Nogueira (Campo Grande)


CÓDIGO GENÉTICO é uma jornada afrofuturista onde a dança manifesta o que o corpo já sabe: cada fio entrelaçado é tecnologia viva que atravessa gerações e pulsa entre passado e futuro é uma vibração de memória que liga corpo, espaço e tempo. A intérprete-criadora emerge como um elo entre mundos, trazendo movimentos que convocam presenças e despertam lembranças. O corpo agora viral se espalha, conecta, contamina, transforma! O tempo se dobra. Os fios se multiplicam. O futuro se move no corpo que evoca…


Duração: 38 min | Classificação: Livre

FICHA TÉCNICA

Intérprete-Criadora: Ariane Nogueira

Direção Artística: Munique Costa

Designer e Operação de Luz: Leonardo Lopes

Personal Stylist e Cenografia: Herbert Correa

Trilha Sonora: Reginaldo Borges





APRESENTAÇÃO  19h, Sala Plural


Mimosa

Moira A (Curtiba)


Mimosa, termo carinhoso associado à vaca. A vaca é um mamífero da espécie ruminante, responsável pela grande produção de leite que alimenta a espécie humana. A palavra vaca quando direcionada a mulher é utilizada de forma pejorativa. Nesta performance, a artista intensifica e desdobra o que este termo evoca, assim como, situações de cerceamento e vigilância do corpo feminino, que convergem numa terceira coisa: mulher-vaca ou vaca-mulher. Um corpo híbrido e indisciplinado, que resiste às funções e moralidades atribuídas. Mimosa é presença que rumina, que escapa, que desafia, um corpo que insiste em existir fora da lógica da serventia. É um trabalho de dança contemporânea, com narrativa autobiográfica, performatividade, com um pouquinho de deboche.


Duração: 20 min | Classificação: 18 anos

FICHA TÉCNICA

Concepção e performance: Moira A

Iluminação: Raul Freitas

Edição e operação de som: Lu Faccini

Consultoria figurino: Val Salles

Interlocução: Gladis das Santas, Bia Figueiredo, Léo Moita, Fernanda Perondi, Inés Gutierrez, Augusto Ribeiro, Maíra Lour e Juliana Adur.
























APRESENTAÇÕES  19h30, Sala Cênica


Ásara

Mariah de Castro Arco e Flexa (Rio de Janeiro)


Através da movimentação e da dramaturgia, o trabalho enfrenta a fragilidade do  corpo, criando estratégias de sobrevivência através de ficções de existência. A obra busca inventar, coletar e reformular histórias sobre si, experimentar a  construção de narrativas, fábulas e imaginações que driblam a própria fragilidade 

do corpo como sujeito. Imagéticas referentes a pássaros baseadas nas mitologias e contos brasileiros são 

trazidas para cena em uma atmosfera que flerta com terror. Movimentos erráticos e cortantes, quedas bruscas e imagens que desafiam a percepção do corpo como humano, contribuem para uma dança que se situa entre a autoficção e o ativismo corporal.


Duração: 10 min | Classificação: 16 anos

FICHA TÉCNICA

Direção e interpretação: Margot

Trilha sonora: Gian Saru 

Figurino: Idra Maria e Margot

Fotografia e filmagem: Aniram

Desenho de luz (BR): Leonardo Laureano, Ademir 

Lamego e Margot

Desenho de luz (UK): PJ 

Ass. de produção e imprensa: Matheus de Moura













Nesta

Flora Bulcão (Rio de Janeiro)


NESTA, feminino de neste, se refere a algo próximo no tempo presente. Se relaciona também com a palavra nest, ninho em inglês. NESTA é mãe, é avó, é cegonha. Sangra desde a menarca, rasga o útero e nasce filha, carregando no colo as dores e as alegrias de ser. O homem da kombi grita: Ovos, freguesa, a galinha chorou! NESTA acolhe e brinca, investigando em um corpo de mulher diferentes maneiras de existir.


Duração: 20 min | Classificação: 16 anos

FICHA TÉCNICA

Criação, direção e performance: Flora Bulcão

Assistente de direção: Milena Codeço

Participação em vídeo: Heloisa Lyra Bulcão

Cenário, filmagem e edição da projeção: Flora Bulcão

Edição de áudio: Fabio Carnèiro

Iluminação: Nina Balbi

Figurino: Vanessa Machado

Preparação vocal: Luiza Borges

Preparação corporal: Milena Codeço e Rafaela Freitas 

Interlocução da Pesquisa: Lígia Tourinho

Fotografia e filmagem do espetáculo: Helena Bielinski / Xot Produções












20h, Sala Cênica


Bate-papo



Sexta-feira, 18/09


OFICINA — 14h às 16h, Sala de ensaio


Ritmo que Move o Corpo - Técnica, musicalidade e criação

com Ariane Nogueira e Munique Costa


A aula propõe um espaço de experimentação técnica que evidencia as corporeidades negras, conectadas à trajetória das artistas, que desenvolvem trabalhos tanto na dança quanto na música. Com foco em movimentos que produzem som, resistência, energia, ritmo e expressividade, a prática se referencia nas dinâmicas das danças africanas e na técnica do Dancehall. 


Público: Livre
























OFICINA — 16h às 17h40, Sala de ensaio


NESTA: voltar para o ninho, escutar a si

com Flora Bulcão


A Oficina NESTA: Voltar para o ninho, escutar a si é uma oficina de dança contemporânea e performance que convida os participantes a investigarem o corpo como território de memória, imaginação, afeto e criação. A proposta nasce diretamente do processo criativo da performance NESTA, compartilhando procedimentos de pesquisa desenvolvidos durante sua criação e transformando-os em ferramentas para experimentação coletiva.


Ao longo do encontro, os participantes são convidados a acessar diferentes estados de

presença por meio de práticas somáticas, improvisação, composição em dança e jogos

performativos. O corpo é compreendido como arquivo vivo, capaz de trazer histórias,

afetos e narrativas que ultrapassam a palavra.


Inspirada na metodologia de integração entre arte e vida da bailarina Anna Halprin, nos

estudos das escritoras Clarissa Pinkola Estés e bell hooks e na pesquisa artística

desenvolvida por Flora Bulcão durante o processo de criação do trabalho NESTA, a

oficina propõe um espaço de criação artística, escuta e acolhimento. Movimento, escrita,

desenho, voz e silêncio tornam-se linguagens complementares de expressão.


Mais do que ensinar uma técnica, a oficina compartilha um modo de criar, percebendo

a dança como uma prática de escuta, superação e transformação.


Público: Pessoas moventes a partir de 18 anos.








APRESENTAÇÃO  18h, Sala Cênica


Segundo G.H.

Carina Nagib (São Paulo)


“É que um mundo inteiro vivo tem a força de um inferno" (Clarice Lispector)

Segundo G.H é um solo de dança teatral, livremente baseado no livro “A Paixão segundo G.H.” de Clarice Lispector. No espetáculo, a bailarina cria em seu corpo diversas composições que reverberam no movimento a experiência da leitura de Lispector.  No encontro de G.H. com uma barata um diálogo entre mundos, entre existência e devaneio, entre o feminino e uma ideia de feminino que fracassa, um mergulho na compreensão de uma cosmopolítica.

 

Duração: 40 min | Classificação: Livre


FICHA TÉCNICA

Direção: Clara Gouvêa 

Performance e criação: Carina Nagib

 Orientação: Sayonara Pereira 

Trilha sonora: Angélica Duarte 

Desenho de luz: Larissa Siqueira 

Operação de luz: Jean Marcel e Larissa Siqueira

Operação de som: Fávia Trapp 

Cenário: Tato Teixeira 

Fotos: Rondinelle De Paula 

Produção executiva e administrativa: Gustavo Valezzi e Pedro Cavalcanti



APRESENTAÇÃO  19h, Sala Plural


Peça

Fernanda Toito (São Paulo)


PEÇA é um trabalho de dança que aborda a intersecção das violências sofridas por mulheres e animais de consumo.  O trabalho usa um paralelo da objetificação da carne da mulher e dos animais da indústria da carne.


O Corpo-Fêmea fragmentado como produto despersonificado para servir ao consumo é evidência material de seus abusos. A carne, a carne do corpo-fêmea se faz produto pela dessensibilização da vida dessa carne, inclusive autoinferida pelas próprias mulheres. Essa dança expõe uma parte da violência que mulheres e animais dividem através da construção do corpo-fêmea dançado e do paralelo estético entre as marcações da carne de consumo e das cirurgias plásticas.


Fernanda usa seu corpo-fêmea-produto em uma pesquisa de movimento que usa técnicas contemporâneas e urbanas de forma efetiva e poderosa. Uso do chão, quedas, footworks emprestados do tap dance e hip hop são algumas ferramentas utilizadas na pesquisa.


Duração: 15 min | Classificação: 18 anos

FICHA TÉCNICA

Criação e interpretação: Fernanda Toito

Participação: Artur Faleiros

Direção e Concepção de Luz: Diogo Granato

Trilha: Jonny Greenwood, escolhida por Diogo Granato



APRESENTAÇÃO  19h30, Sala Cênica


Vento

Renata Roel (Curitiba)


VENTO é uma ode à presença que só se faz no encontro entre corpos humanos e extra-humanos, àquilo que só existe porque esbarra e se refaz, se atualiza na ampliação e na coletivização. É uma peça de dança da artista Renata Roel, realizada em interlocução dramatúrgica com Gladis das Santas e Patrícia Machado, trilha sonora de Leonardo Gumiero. Como dispositivo de criação, articula dois territórios específicos do corpo: os fluidos e as glândulas. Esses territórios são compreendidos como espaços de circulação rítmica e pulsional diretamente relacionados à experiência de existir. Explora-se percursos de movimentos num espaço onírico com uma tentativa de acompanhar algum ritmo onde o corpo ora conecta e ora titubeia: Dançar como quem move um oceano desde dentro.  Dançar com o diabo até gastar sete pares de sapatos. Dançar para atacar o peso. Aqui, a dança inventa o corpo — faz-se com o chão, com música, glândulas, linfas, peixes,  asas, búfalos e avós e mães.


Duração: 20 min | Classificação: Livre

FICHA TÉCNICA

Criação e Performance: Renata Roel

Interlocução dramatúrgica: Gladis das Santas, Patrícia Machado 

Colaboração artística: Ronie Rodrigues

Trilha sonora: Léo Guimiero

Vocais: Edith de Camargo

Iluminação: Semy Monastier




20h, Sala Cênica


Bate-papo



Sábado, 19/09


APRESENTAÇÃO  17h, Sala Cênica


Gabri[elas)

Coletivo Mulheres da Vida (São Paulo)


Gabri[ELAS], traz à cena a obra e a vida da ativista e prostituta Gabriela Leite (1951-2013). Estudante da USP e frequentadora da turma da contracultura nos anos 70, durante a ditadura militar, Gabriela Leite trocou a faculdade de Ciências Sociais pela prostituição. Entre os anos 1990 e 2000, criou a ONG Davida – hoje Coletivo Puta Davida - e a grife DASPU, escreveu dois livros e foi a primeira ativista prostituta brasileira, junto com Lourdes Barreto a organizar a classe no Brasil e na América Latina. 


Com humor e irreverência, Fernanda Viacava, ora como Gabriela, ora como ela mesma, relembra o legado da ativista e prostituta Gabriela Leite, e reflete sobre pontos de identificação entre ambas, que podem se estender a todas as mulheres.


Duração: 70 min | Classificação: 16 anos

FICHA TÉCNICA

Concepção e Idealização: Caroline Margoni, Elaine Bortolanza, Fernanda Viacava e Malú Bazán

Dramaturgia: Caroline Margoni 

Direção: Malú Bazán 

Elenco: Fernanda Viacava 

Direção Vocal Interpretativa: Lúcia Gayotto

Pesquisa e curadoria: Elaine Bortolanza

Memória e curadoria: Lourdes Barreto

Direção de Arte: Kabila Aruanda 

Trilha Sonora: Nina Blauth e Girlei Miranda 

Música original: Nina Blauth

Criação audiovisual: Cassandra Mello (Teia Documenta)

Assistência de criação audiovisual: Ciça Lucchesi

Iluminação: Cristina Souto

Identidade Visual: Manuela Afonso

Operação de luz: Nara Zocher

Operação de Vídeo e som: Ciça Lucchesi

Fotos: Cassandra Mello, Ronaldo Gutierrez, Paulo Neobeck 

Produção Executiva: Marcelo Chafim

Produção Geral: Clotilde Produções Artísticas


 


APRESENTAÇÃO  18h30, Sala Plural


Extranho

Rubia Braga (São Paulo)


O trabalho de dança Extranho integra um território de pesquisa que se aproxima do corpo como espaço de desvio e reinvenção, mergulhando no desconhecido para fazer emergir novos arranjos sensíveis e imaginativos.


A partir da investigação que venho nomeando como linhas de força no corpo, o movimento se revela como acontecimento — imprevisível, inominável — em que imagem e sentido se desfazem e se reorganizam em estados transitórios, voláteis e ambíguos. Aqui, o movimento não busca representar, ilustrar, mas existir em sua própria aparição.


Um corpo atravessado por ausências, sombras, vazios e pulsações internas, que se deixa conduzir por aquilo que ainda não tem forma.


Extranho habita zonas de instabilidade, aciona novos arranjos e imaginações, ao mesmo tempo em que desloca a relação com o próprio corpo e desfaz os contornos de identidades previamente fixadas.


A performatividade do ato, entendida como criação de outros possíveis, aproxima-se do corpo como de um enigma — sondando aquilo que nele permanece opaco e indecifrável — e afirmando um corpo feminino que se escreve a partir de si, em contínua criação.


Duração: 30 min | Classificação: 12 anos


FICHA TÉCNICA

Pesquisa e dança: Rubia Braga

Colaboração: Pedro Galiza

Direção de arte: Rubia Braga

Apoio: Centro de Referência da Dança (CRD)



APRESENTAÇÃO  19h, Sala Cênica


Força Estranha

FUTURA/ Clarice Lima ( São Paulo)


Força Estranha evoca as ficções e mistérios da dança para mover corpo, espaço, luz, som, objetos e tudo aquilo que não sabemos nomear. Aprofunda a pesquisa sobre o espaço como matéria coreográfica que atravessa sensações, afetos e imaginação. Persegue o movimento de forma dinâmica e vigorosa através de um corpo implicado na produção e manutenção de uma força estranha que faz tudo dançar.


Depois de 10 anos da estréia do dueto Intérprete em Crise, Clarice Lima e Aline Bonamin voltam em cena nesse novo dueto que radicaliza a noção de empatia cinestésica para a criação de um lugar utópico que faz alianças com tempos e matérias, celebrando a própria dança enquanto ritual e produção de vitalidade.


Duração: 40 min | Classificação: Livre


FICHA TÉCNICA

Criação e dança: Aline Bonamin e Clarice Lima

Direção e coreografia: Clarice Lima

Assistente de direção e coreografia: Aline Bonamin

Criação de trilha sonora: Carla Boregas

Criação e programação de laser: Dimitri Lima

Desenho de luz: Clarice Lima, Rafael Petri e Leo Sousa

Operação técnica: Rafael Petri

Coordenação técnica e consultoria de cenário: Tiago Guimarães

Consultoria de figurino: Lia Damasceno

Registro em foto e vídeo: Patrícia Araujo/ Aterro Produções

Direção de Produção: Rafael Petri

Produção Geral: FUTURA e Movicena Associação Cultural

Colaboradoras/es: Amanda Dias, Galciane Neves, Yi Gonçalves, Karen Marçal, Karlla Girotto, Marcela Costa, Patrícia Árabe, Patrícia Araujo e Tarina Quelho

Apoio: Casa do Povo, Publica e Risotropical


EM BREVE MAIS INFORMAÇÕES SOBRE A PROGRAMACAO NO MÉXICO

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